Uma dica importante para não comprar gato por lebre no mundo dos softwares mobile é adquirir os aplicativos sempre em loja oficial. Links recebidos em mensagens e em redes sociais, definitivamente, não são uma boa fonte para adquirir este tipo de produto.
Outro conselho, dado por Bruno Rossini, da Norton Symantec, é pensar na compra assim como no mundo real: verificar se há informações claras sobre o aplicativo, se eles são bem recomendados por outros usuários e se são bem cotados pelos consumidores.
''Mas na grande maioria das vezes estes tipos de situações são desenhadas para ser invisíveis para o usuário'', ressalva Rossini. Por isso, ele recomenda ainda manter uma solução antivírus instalada no smartphone.
As soluções antivírus podem ser adquiridas na própria loja de aplicativos da plataforma e possuem versões gratuitas para testes ou não, assim como para os desktops. No caso da Norton, em breve este produto será disponibilizado também no varejo. ''Estes aparelhos (smartphones) têm custo alto. O usuário toma-os como um investimento, e é imprescindível que haja proteção.''
Outra dica de segurança é tomar cuidado ao acessar redes Wi-Fi abertas como em cafeterias. ''Se ainda assim precisar usar, não trafegue informações confidenciais. O Bluetooth também é um canal de acesso para programas maliciosos, mas em geral pedem autorização para a transferência de arquivos'', diz Mariano Sumrell, da AVG.
Ainda falando em autorizações, Sumrell lembra que, ao instalar um aplicativo, muitos deles pedem permissões para acessar seu telefone ou internet, por exemplo, ao realizar uma atividade. Neste caso, o que entra em cena é o bom senso do usuário para discernir se o que o aplicativo está querendo fazer tem mesmo relação com a tarefa ou se esta é apenas uma desculpa para acessar seus dados pessoais. (M.F.C.)

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