Um sinal evidente de que cresce a olhos vistos o mercado de micros portáteis - tanto notebooks quanto handhelds, aquelas maquininhas poderosas que cabem na palma da mão - é o otimismo dos fabricantes, que lançam novidades sem parar. Dos grandes fabricantes, só a Fujitsu ainda não apresentou novos produtos este ano, mas diz que prepara surpresas.
De acordo com Arthur Isoldi, especialista em portáteis ThinkPad da IBM, é cada vez maior o número de pessoas que passam a usar um notebook como máquina principal, e não como uma alternativa ao desktop. Segundo pesquisas, em 1994, apenas 20% dos usuários de portáteis não tinham computador de mesa. Hoje, já chega a 60% o número de consumidores que usam o notebook como máquina primária.
Os fabricantes apostam que, até o ano 2000, esta proporção vai chegar a 80%. Como era de se esperar, há também previsões de que os preços vão cair. Para Giuseppe Picolli, diretor comercial da Techno Way do Brasil, distribuidora dos recém-chegados Alpha Jet, a queda esperada no preço até 2002 é de 30%.
Com o intuito de atrair clientes com necessidades e bolsos distintos, a IBM tem três famílias de portáteis. Uma é de uso genérico, voltada para clientes que já têm micros de mesa; neste grupo, estão os portáteis mais baratos. Há uma segunda família, de micros ultraleves a preços intermediários, para quem não gosta de carregar peso mas também não precisa ter a máquina mais poderosa do mundo. A terceira é para quem quer performance acima de tudo e pode pagar por isso.
Há também quem aposte no mercado de handhelds, como a Sharp, que está lançando uma nova versão do seu Mobilon, desta vez com monitor colorido. Para Luiz Felipe de Freitas, gerente de produto, foi o desenvolvimento do Windows CE o principal responsável pelo boom dos handhelds.
Apesar das previsões de queda nos preços, as maquininhas ainda são caras. E por isso ainda há quem tenha muito medo de perder seu investimento por causa de um dano físico. Há quem receie, por exemplo, passar com elas pelo detector de metais ou pelo aparelho de raios X dos aeroportos. Segundo Isoldi, da IBM, os novos portáteis estão bem preparados. ‘‘A tecnologia prevê riscos de transporte, de calor excessivo, e até controla o consumo para não gastar muita bateria.’’ (Agência Globo)

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