O veredicto: inocente. A bem da verdade ‘‘inocentes’’, pois eram muitos os suspeitos do possível crime de invadir a privacidade dos internautas. Estamos falando dos cookies, esses pequenos arquivos que habitam, contra a vontade do dono, as entranhas de qualquer agadê que navegue pela Internet, e também da entidade que os libertou da suspeição - o Governo americano.
Recapitulando: cookies (ou biscoitinhos, como queiram) são arquivos de texto de, no máximo 4K, que armazenam, na máquina-cliente, informações sobre os hábitos circunavegacionais de seu dono. Dependendo de como foram colocados ali - e do tipo de informação que estão garimpando - podem agir ora como espiões, ora como mestre de cerimônias. No momento atual, em que todo mundo quer saber como manter um mínimo de privacidade na Internet, uma arma dessas parece uma ameaça inadmissível.
De um lado, a comunidade internauta querendo saber tudo sobre os biscoitos; de outro, as softwarehouses alegando que eles não fazem absolutamente nada de mal. Por enquanto, o tempo lhes deu razão.
‘‘A paranóia popular e os boatos sobre o potencial devastador dos cookies atingiram proporções quase místicas’’, diz o relatório do tal Grupo de Consultoria em Incidentes de Computação do Departamento de Energia (Energy Departments Computer Incident Advisory Capability, Ciac). ‘‘Cookies não são programas e não podem fazer mal à sua máquina’’. Ufa.

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