DivulgaçãoNuma visita ao centro é possível ver os avanços em HDs, fitas e discões para grande porteVocê sabia que San Jose, na Califórnia, coração do Vale do Silício, é a terra dos famosos Winchester? Qual deles? Dos dois: os rifles mais famosos do velho-oeste e os HDs que hoje equipam nossos computadores. Estando em San Jose é possível visitar a casa dos Winchester, fabricantes do rifle e, com alguma sorte, o berço dos HDs (o centro de pesquisa de Almadén, da IBM). Conhecendo as pessoas certas, será possível até ver a produção dos discos de 3 1/2€ na fábrica onde, em 56, a IBM fez o primeiro disco magnético. Foi para cá que a divisão de Sistemas de Armazenamento da Big Blue trouxe um grupo de jornalistas latino-americanos, com o objetivo de ‘‘vender’’ uma tal arquitetura Seascape - nome pomposo para um combinado de softwares e mídias (HDs, fitas, discões para grande porte) que formam soluções modulares para dois modismos: Data Warehousing e Data Mining. Tudo pouco excitante para nós usuários domésticos, ainda que afetados indiretamente por essas novidades ao usarmos complexos bancos de dados via Internet. Com exceção, justiça seja feita, de duas boas novidades: um HD de alta capacidade (o Deskstar 8, de 8Gb!!!) para micros domésticos, lançado há duas semanas e o módulo de software chamado SnapShot.
O SnapShot é uma solução fantástica para duplicação de dados que todos nós adoraríamos ter em nossos micros mas que, por enquanto, só está disponível para grande sistemas de armazenamento. Valendo-se da criação de memórias virtuais, mantém ativa uma cópia dos ponteiros de registro de dados de modo a facilitar e agilizar a recuperação na hora dos backups ou pesquisas.
Os pontos altos da visita ficaram por conta das informações a respeito da mídia magnética e de todos os esforços que vêem sendo feitos para ultrapassar o seu limite físico. O que, segundo os cientistas da IBM, acontecerá em no máximo 15 anos, se a evolução continuar no ritmo de hoje. Da série ‘‘rádio-relógio informático’’:
1 - A mídia magnética comemora o seu centenário este ano.
2 - O primeiro HD de acesso randômico foi criado aqui, em Almadén, em 1956, tinha 24 polegadas de diâmetro (pouco maior do que o pneu de um carro) e armazenava impressionantes 5Mb.
3 - O futuro HD, com lançamento comercial previsto para 98, também foi criado em Almadén, é do tamanho de uma moeda de 25 cents e será capaz de armazenar 200Mb, embora o protótipo chegue a 1Gb. São 354 milhões de bits por polegada quadrada.
4 - O custo do Mb armazenado vem caindo 40% ao ano. Hoje um disco da IBM de 4Gb custa US$ 530, na Fry’s de San Jose.
5 - Em no máximo dez anos estaremos trabalhando com meios de armazenamento holográficos, capazes de armazenar 1 Terabyte (como na foto desta matéria), com velocidades de 1Gb por segundo.
6 - Depois virá o armazenamento atômico. Detalhes, semana que vem! Não percam.

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