Arquivo/ FolhaBrasília tem sete celulares para cada cem habitantes: quase o triplo da média nacionalO Serviço de Limpeza Urbana (SLU) começará a recolher as baterias usadas nos aparelhos telefônicos celulares, dentro de dois meses. A informação é da diretora de Política Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia (Sematec), Leda Famer. Ela articula, junto à Telebrasília, uma forma de coleta deste material nas lojas de venda. Ele será recolhido pelo SLU, que lhe dará o destino final. ‘‘A idéia é instalar conteiners nas lojas, para que as baterias usadas sejam depositadas e não ofereçam risco à população’’, explica.
Segundo Leda, o projeto inicial é construir um depósito impermeável temporário para as baterias, no aterro sanitário, na área do Lixão da Estrutural, até que seja contatada uma empresa que faça a reciclagem do material. As baterias e os aparelhos celulares são importados, mas Leda acredita que exista alguma empresa do ramo, especializada no reaproveitamento deste material. ‘‘Estou procurando uma empresa que disponha desta tecnologia, inclusive pela Internet’’, garante. Enquanto uma solução definitiva não é encontrada, Leda sugere que os usuários deixem suas baterias usadas na loja onde for adquirir a nova.
Acima da médiaO Distrito Federal dispõe de 142.570 linhas celulares em funcionamento, dos quais 5.070 são rurais. Tem, em média, sete linhas móveis para cada cem habitantes, ou seja, quase o triplo da média nacional, que é de 2,5 aparelhos para cada cem pessoas. Este fato causa transtornos aos usuários, pois as baterias têm duração média de um ano e meio. Depois disso são jogadas no lixo. Leda Famer, que é especialista em resíduos perigosos, com curso na Alemanha, desconhece a presença de material radioativo nas baterias dos celulares. ‘‘Sei que as baterias têm lítio, cádmio e chumbo em sua composição, mas desconheço a presença de material radioativo’’, assegura.
Leda explica que os únicos dados disponíveis sobre pilhas, baterias de relógios, calculadoras e eletrodomésticos são do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), referentes ao ano passado. São colocados anualmente no mercado brasileiro cerca de 670 milhões destes pequenos objetos, que causam danos ao meio ambiente. O SLU também vai procurar uma solução para este lixo perigoso.

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