Os cientistas do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) utilizam em suas pesquisas as bases de dados pagas. Como necessitam de precisão informativa e de conteúdo atualizado, elas são a única opção contra a defasagem.
A bibliotecária e coordenadora da área de documentação do instituto, Séphora Cordeiro, adianta que é essencial conhecimento da lingua inglesa, pois o grande bloco de informações está disponível neste idioma.
Séphora dá o exemplo de um pesquisador que trabalha com milho (corn). Numa primeira busca somente pela palavra-chave ‘‘corn’’ nas bases CAB ABSTRACTS (européia) e AGRÍCOLA (departamento legal da Biblioteca Nacional dos Estados Unidos), o número total de referências foi de 6.980, no período entre 1998 e 2000. Completando com doença (desease), as referências caíram para 420. Detalhando ainda mais com a expressão controle biológico (biocontrol), as bases trouxeram apenas 13 referências. Em suma, o pesquisador conseguiu encontrar 13 ocorrências relacionadas ao controle biológico de doenças do milho. Um truque muito utilizado é usar a palavra no plural e sinônimos. No caso do milho, foi usado ‘‘maize’’.‘‘Com isso, o pesquisador pode escolher aquela informação exata que ele necessita’’, reforça Séphora.
As bases, como o CAB ABSTRACTS, além de trazerem a informação referencial também contam com resumos bastante detalhados sobre o artigo em questão. Além disso, o pesquisador pode obter outras informações sobre o autor do trabalho.
A bibliotecária afirma que para uma boa pesquisa é necessário ter claro a informação que ser encontrar. ‘‘Não adianta querer tudo sobre o assunto, tem que querer algo específico’’, reforça.
Dificuldades para acessar essas bases praticamente não existem. Elas são auto-explicáveis mas, mesmo assim, os pesquisadores do Iapar recebem um treinamento na primeira vez que precisam usá-las. O único problema é que como essas bases são pagas (e caras), elas normalmente só estão disponíveis em instituições de ensino e pesquisa. (L.A.)

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