Banco de imagem em 200 CDs
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de janeiro de 1998
Agência Globo Rio de Janeiro 
Claudio Duarte/Corel Stock PhotoEsta ilustração foi feita com 11 imagensUm dos casos mais famosos, pelo menos no Brasil, ainda continua sendo o da Enoli Lara, que, um belo dia, reconhecendo-se num comercial do Banerj, processou o banco, ganhou uma fábula e, de quebra, status de celebridade, graças a tão valioso detalhe anatômico.
Mas perguntem a qualquer editor ou diretor de arte, e ele terá incontáveis casos menos célebres para contar; isso para não falar no pessoal do jurídico que anda arrancando os cabelos. Ultimamente, a quantidade de gente que lê jornal de lupa na mão procurando por um pedacinho seu numa foto ou no detalhe de uma ilustração com o único e exclusivo intuito de descolar algum não está no gibi.
Claro que há o outro lado da moeda (valha o termo), o direito à privacidade, o uso indevido da imagem. Não são poucos casos. Mas são inquestionável minoria num mundo em que o famigerado anúncio do Gerson não chamaria mais a atenção de ninguém. O negócio é levar vantagem, certo? Certíssimo, uai. Qual é o problema?!
Para agências de publicidade, jornais e revistas o problema é, na verdade, uma cáfila de problemas. Que inclui aflições de outros tipos, não menos angustiantes: onde achar uma foto horizontal de Katmandu numa noite de sexta-feira (não, o arquivo não tem uma única foto de Katmandu, nem horizontal nem vertical)? O que usar de fundo para umas fotos de moda que estão legais, mas precisam de algo mais?
A solução para muitas dessas agruras da vida impressa chama-se agência de imagens, e não é novidade nenhuma; novidade mesmo é a forma como computadores e periféricos estão mudando o jogo, o tempo e as relações entre agências e usuários de imagens. Antigamente procurava-se a imagem num catálogo, e encomendava-se o cromo ou foto - que, depois de impresso, tinha que ser devolvido, por correio ou motoqueiro, para a agência.
Hoje se pode baixar as imagens pela Internet ou catá-las num CD-ROM. Mas, com a entrada da tecnologia em cena, mudaram os jogadores. A Corel, que até outro dia era mais conhecida por produzir o Corel Draw, hoje é líder de mercado em fornecimento de cliparts, mapas e fotografias copyright free, isto é: livres de direitos. Paga-se uma vez, e estamos conversados.
Tudo começou, na Corel, como extensão natural de suas atividades; quem trabalha com software de imagens precisa de imagens; de modo que, em vez de indicar terceiros, a Corel passou a criar a sua própria base, parte da qual todos nós conhecemos até de programinhas singelos como o Print House, por exemplo.
A ponta heavy metal dessa história, porém, chama-se Corel Stock Photo Library, que acaba de chegar ao seu número quatro. Cada número da CSPL é uma coleção de 200 CDs, cada qual contendo cem imagens de altíssima definição. Isto é, 20 mil figurinhas da pesada... vezes quatro. Nada mal! Uma minúscula ponta do iceberg já pode ser visto na ilustração que o Cláudio Duarte fez para esta página.
Para quem não precisa de tanto, fica o aviso: mais de 80 mil fotos do arquivo Corel podem ser compradas individualmente, via Internet. A URL é a seguinte: http://corel.digitalriver.com.


