Banco de dados polpudo
Banco de dados polpudo
O Babylon começou sendo oferecido com uma limitação de tempo, mas até isso caiu por terra nas últimas versões. É tudo de graça mesmo e está acabado. Assim, é inevitável que surja a questão: onde é que esses caras faturam? Basta prestar atenção àquela licença de software que ninguém tem paciência de ler na hora da instalação. Se você concordar com seus termos no caso do Babylon, as informações que opcionalmente fornecer na hora do registro do programa, bem como qualquer outra coisa que o software eventualmente venha a chupar de dentro de sua máquina, poderão ser usadas pela empresa da maneira que eles bem entenderem. Imaginem o valor de um baita banco de dados com informações de milhões de usuários registrados, talvez incluindo hábitos de navegação na Internet, versões de softwares instalados e sabe-se lá mais o quê.
E a coisa não pára por aí: a cada vez que você se pluga à Rede com o Babylon ligado, o programa se conecta ao site central, de forma silenciosa ou não (dependendo de como foi configurado) e efetua o que eles chamam de atualizações automáticas. Há quem jure que tem carne sob esse angu.
Foi só levantar essa bola com o representante no Rio que, imediatamente, me ligou lá de Israel o simpático Nicolas Guidalevich, cheio de argumentos para tirar essas minhocas da minha cabeça. Disse-me o mancebo que o software não suga nada do micro e o que eles querem é apenas ampliar a base mundial de usuários, aumentando o valor de mercado da empresa. (Carlos Alberto Teixeira)





