Um teste respiratório com uréia substitui a endoscopia no diagnóstico de helicobacter. A técnica, muito nova, ainda é usada por poucos médicos no Brasil. É um teste semelhante ao do ‘‘bafômetro’’, capaz de detectar a presença de álcool no organismo.
Um dos primeiros gastroenterologistas a adotar o teste no Paraná, Jorge Honda garante que ele substitui com vantagens as endoscopias feitas depois do tratamento para conferir se a bactéria foi eliminada. ‘‘A primeira endocospia tem que ser feita para avaliar as condições gerais do estômago’’, diz o médico. O teste detecta a bactéria, mas não a presença de lesões ou tumores no sistema digestivo.
Segundo o gastroenterologista, o teste respiratório oferece resultados mais eficazes e confiáveis que a endoscopia na detecção da bactéria, além de ser mais cômodo, seguro, sem contra-indicação e 60% mais barato. ‘‘A endoscopia é sempre um procedimento invasivo, desagradável e que inclui riscos’’, afirma.
A técnica consiste em ministrar ao paciente uma solução contendo uréia e carbono marcado. Se a bactéria não foi eliminada, a reação química que ela provoca desdobrará a uréia em amônia e gás carbônico. Esse gás carbônico marcado será absorvido pelos pulmões e expelido durante a respiração.
O paciente tem que fazer o teste até 4 meses depois do tratamento para ter certeza de que a bactéria foi eliminada. Segundo Honda, em 2% a 3% por casos ocorre reinfestação.(V.M.)

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