De acordo com o diretor-técnico da Natdisc, José Rabaça, o índice de sucesso na recuperação de dados está entre 70% e 80%. ‘‘Os problemas mecânicos são os mais difíceis, pois muitas vezes não há como dar partida no disco para fazer a leitura dos dados. Em casos assim, o porcentual de sucesso cai para 65% em média’’, explica.
Rabaça comenta que o índice de sucesso não é maior por causa do despreparo de técnicos e mesmo de quem usa o computador. Quando o HD chega ao laboratório da Natdisc, em geral ele já foi mexido diversas vezes. Primeiro, o usuário é quem tenta resolver o problema. Se não consegue, chama o primo ou o cunhado que ‘‘entende de computador’’. Depois, entrega a máquina a um técnico sem conhecimentos. ‘‘É impressionante como existem técnicos despreparados no mercado, que muitas vezes só agravam o problema’’, desabafa. Um outro alerta do diretor é quanto a ferramentas como o Norton Utilities que, se usado indevidamente, pode fazer com que os dados se percam definitivamente.
Já para o presidente da Natdisc, Percival Amaral, quem usa computador de forma profissional deveria sempre fazer backup dos arquivos. ‘‘É uma regra básica da computação, mas que quase ninguém segue. As pessoas só pensam em fazer cópias de segurança quando estão com problemas em seus discos’’, comenta. ‘‘O preço de um micro ou de um sistema de backup é fácil saber. Mas as informações muitas vezes não têm preço, já que são anos de trabalho perdidos.’’
Serviço: Natdisc - (011) 5589-6111

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