Aventura e morte em alto mar
Para quem viveu durante dez anos descobrindo mundos escondidos, refazer a viagem de Fernão de Magalhães significa muito mais que reeditar um acontecimento histórico ou escrever com novas letras esta página da história mundial. Esta rota ainda guarda muitos mistérios. Há segredos para serem desvendados, diz Vilfredo Schurmann.
O projeto Magalhães é uma aventura interativa. Se em 1519 Magalhães tinha apenas como instrumento de bordo uma bússula, hoje, os Schurmann estão equipados com o que há de mais moderno em tecnologia de equipamentos de telecomunicação via satélite e de informática.
O português Fernão de Magalhães, que durante muito tempo pertenceu a marinha Portuguesa, conheceu os quatro cantos do mundo. Naquela época, entre os anos de 1490 e 1510, a teoria de que a terra era redonda já era aceita. Entretanto faltava uma prova definitiva. Fernão de Magalhães tinha certeza de que encontraria uma rota alternativa para as Índias e com isso provaria que a terra era redonda.
Sua viagem começou em setembro de 1519 e era composta de cinco naus. Em dezembro chegou ao Brasil, no Rio de Janeiro. Decidiu continuar no rumo sul. Em outubro de 1520 começam então as grandes descobertas. Magalhães descobriu o estreito que ligava o Oceano Atlântico ao Pacífico. Esse acidente geográfico ficou conhecido como Estreito de Magalhães.
A expedição chegou ao seu destino. Apenas um, dos cinco navios que partiram, chegou ao final da viagem. Fernão de Magalhães não estava entre eles. Ele morreu um ano antes nas Filipinas, durante uma luta com índios. (F.P.)





