Aumentam gastos com segurança
Ednelson Alves
Na mesma velocidade em que as companhias investem para adquirir tecnologia de ponta, agora são forçadas a gastar bilhões de dólares para garantir a segurança do sistema instalado. Há um temor crescente nos Estados Unidos quanto ao risco dos ataques de piratas eletrônicos que poderão causar grandes prejuízos.
Conforme estimativa da Dataquest, empresa de pesquisa baseada em San José, Califórnia, as grandes corporações americanas vão gastar em 98 US$ 6,3 bilhões na compra de equipamentos ou software de defesa. Para o ano 2000, a previsão é de que esses gastos chegarão a US$ 13 bilhões.
Segundo John Becker, presidente da Axent Tecnologies, baseada em Rockville, Massachusets, cada companhia investirá, no mínimo, US$ 50 mil para instalar um pacote de software de segurança. A idéia predominante no meio das grandes corporações é mais ou menos a seguinte: para cada novo sistema instalado para agilização dos serviços ou negócios, o seu correspondente de defesa também deverá ser adquirido para diminuir o risco de que um ataque externo venha paralisar ou inviabilizar o sistema, ou mesmo para proteger dados confidenciais ou informações sigilosas. A cada investida contra órgãos antes tido como seguros, como a NASA, cai o mito da segurança e aumenta a paranóia da fragilidade.
Não é apenas a iniciativa privada que investe pesado para se proteger. O presidente Bill Clinton também revelou que a Casa Branca tem planos para uma abrangente iniciativa antiterrorismo que se concentraria na proteção das redes de computadores e eletrônicas contra ataque externos. O chefe da Casa Branca advertiu que as ligações cada vez mais estreitas por meio da Internet e conexões eletrônicas entre redes críticas de infra-estrutura, como sistemas de energia e suprimento de água, tinham deixado esses veículos mais abertos a potenciais perturbações externas.
‘‘Se não agirmos vigorosamente, terroristas, criminosos e regimes hostis poderiam invadir e paralisar esses sistemas vitais, perturbando o comércio, as empresas, ameaçando a saúde, e debilitando nossa capacidade de funcionar em meio a uma crise. Nossa vulnerabilidade, particularmente a ciberataques, é real e crescente’’, advertiu Clinton.
Uma nova agência dentro do governo está sendo criada apenas para comandar um centro nacional de defesa que trabalhará em parceria com companhias privadas para coordenar essas medidas de segurança à rede eletrônica. A meta é para que o novo sistema de defesa esteja estabelecido por volta do ano 2000 e em pleno funcionamento em 2003.

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