Atendimento no Brasil
ainda é precário
No Brasil, a infra-estrutura dos hospitais para o tratamento de queimaduras ainda é muito precária. No País, existem apenas 24 hospitais que tratam de queimados. Desses, um terço encontra-se em São Paulo, com cerca de 100 leitos. Mensalmente deixam de ser atendimento na capital 200 casos de queimaduras graves, que acabam sendo tratados de forma inadequada, em hospitais sem pessoal e equipamentos especializados.
Preocupado com a falta de assistência e a dificuldade de acesso dos pacientes de queimaduras ao tratamento, um grupo de médicos e familiares de vítimas de queimaduras resolveu montar uma organização não-governamental para melhorar e ampliar a assistência a queimadura. Assim nasceu o Instituto Pró-Queimados. ‘‘Cerca de 95% dos queimados não têm condições de arcar com os custos da reabilitação, que exige altos gastos materiais e envolve uma equipe de profissionais multidisciplinar’’, informa Mira Falchi, presidende da organização.
O Instituto Pró-Queimados está iniciando trabalhos de reabilitação e reintegração de queimados na Grande São Paulo. ‘‘O trabalho ainda está começando. Estamos desenvolvendo campanhas de prevenção em escolas públicas de Guarulhos, através de cartilhas para colorir. Pretendemos ainda ampliar a doação de malha elástica para recuperação, que atualmente só é feita no Hospital das Clínicas de São Paulo’’, informa Mira.
Segundo dados do Instituto Pró-Queimados, as principais vítimas de queimaduras são as crianças - desde recém-nascidos até adolescente de 15 anos. A maior parte dos acidentes ocorre na cozinha, onde os menores de quatro anos são os mais atingidos. O álcool é outro grande vilão. ‘‘No Brasil, o produto é largamente usado: seja em tarefas domésticas, para acender churrasqueiras ou mesmo nas brincadeiras de crianças’’, alerta Fontana. Nas festas juninas, o cuidado deve ser redobrado, já que fogueiras, fogos de artifício e balões contribuem para um aumento de 20% no número de queimados.

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