Assunto que nunca sai de moda
Devido à pouca oferta de roupas com motivos informatas no mercado, muitos precisam fazer como Alex e criar as próprias camisetas. Outros contam com os amigos que viajam. Foi o caso do designer Marcus Ridzi, que encomendou suas camisetas a dois amigos que estiveram na Califórnia, mais precisamente em Cupertino, terra da Apple.
Quando estou caminhando na praia com uma delas, quase sempre alguém me pára e pergunta onde trabalho, diz. Acho que é porque há poucos usuários de Mac. Em geral, essas pessoas trabalham com design e, de um jeito ou de outro, acabam se conhecendo, completa Marcus, que também usa boné e relógio com a maçãzinha.
A identificação da tribo do pomar com as camisetas é tamanha que chega a assustar o consultor Mario Jorge Passos. Como trabalha com Macintosh o dia inteiro, Passos às vezes evita sair com suas camisetas temáticas. É para não ter que falar de trabalho nos momentos de lazer.
Devido à dificuldade que teve para encontrar produtos com a marca da maçã,
o designer Marcus Ridzi já quis abrir, em sociedade com um amigo, uma Apple Store no Rio, mas não conseguiu licença da empresa americana. De olho no bom filão da moda micreira, a empresa Body Guard lançou uma série de camisetas com temas ligados à informática.
Uma delas, com o símbolo da arroba, fez bastante sucesso quando lançada no ano passado. O programador visual Rubens Vaz, da Body Guard, discorda de quem acha que a obsolescência do mundo informata influenciaria a roupa micreira. Para ele, motivos ligados a tecnologia custam a sair de moda.
Para Jairo Miszputen, da loja Suprimento, há pouca oferta e muita procura: Falta senso de oportunidade; já poderia ter saído uma camiseta sobre o ICQ, por exemplo. Como lá fora a oferta destas camisetas costuma ser maior, uma sugestão é navegar na Internet. Em sites estrangeiros - há uma relação deles lá embaixo - há camisetas para todos os gostos. Tanto para quem gosta de andar na moda quanto para quem deseja uma desculpa para falar de informática.
Como Alex Lopes: É bom saber que, no meio da multidão, onde as pessoas querem mais é se distanciar, surge um motivo para puxar papo.





