Em um passado não muito distante, sonhava-se com o dia em que todos poderiam ter um assistente pessoal virtual à sua disposição. Os filmes de ficção científica retratavam robôs que conversavam com seus donos respondendo a perguntas e atendendo a solicitações de forma amigável. Hoje, as pessoas já podem ter uma amostra disso através dos assistentes de voz dos smartphones. Eles já estão presentes em grande parte dos celulares, e permitem realizar diversos tipos de consultas e tarefas.
Em abril deste ano, a Siri, a assistente de voz dos smartphones da Apple, foi disponibilizada também em português do Brasil. Até então, os brasileiros que queriam conversar com ela tinham que falar em inglês. Nos aparelhos com o sistema operacional Android, o usuário pode contar já há mais de um ano com a ajuda do Google Now, também em português.
Para ativar a Siri nos aparelhos com iOS, basta manter pressionado o botão "Home". Ativá-la pelo comando de voz só funciona se o aparelho estiver ligado ao carregador: se for este o caso, diga "e aí, Siri". No caso dos aparelhos com Android, para usar o Google Now, basta entrar no aplicativo e dizer "Ok, Google". Se tiver o app Google Now Launcher instalado, o assistente de voz pode ser acionado com este chamado a partir de qualquer tela.
Os assistentes de voz podem ajudar em tarefas básicas, como ligar para uma pessoa sem a necessidade de tocar na tela do smartphone. É útil e seguro para o uso do aparelho em atividades em que as mãos estão ocupadas, como na direção de um veículo. E também para realizar tarefas complexas, como programar um alarme ou buscar um estabelecimento nas proximidades sem precisar digitar este comando no aplicativos de mapas do smartphone. O assistente de voz também já é capaz de escrever e enviar mensagens e publicar postagens ditadas pelo usuário.
Da mesma forma que o usuário usa a voz para executar comandos, o smartphone responde, no caso dos dois assistentes mais conhecidos (a Siri e o Google Now), com uma voz feminina. Eles são capazes até mesmo de demonstrar simpatia, dando respostas como se fossem uma pessoa. Ao perguntar à Siri, por exemplo, se iria esfriar naquele dia, ela respondeu: "Acho que não vai fazer tanto frio assim; a temperatura não vai cair para menos de 14 graus." Pergunta das mais comuns entre os "apaixonados" pela Siri, o "quer casar comigo?" é respondido pela assistente de voz da Apple com um: "preciso dizer que você não é a primeira pessoa que me pede em casamento". Muitas outras respostas bem-humoradas da Siri podem ser encontradas na internet.
O consultor de produtos da Apple, Paulo Yamagute, se tornou usuário mais assíduo da Siri depois que ela começou a "falar" português. "Principalmente quando estou em uma situação em que não posso ou não quero digitar, como quando estou dirigindo ou fazendo alguma outra tarefa. Ou simplesmente quando quero testar a capacidade dela, por curiosidade."
Alexandre Denes dos Santos não consegue mais se imaginar fazendo uma ligação, marcando ou consultando sobre um compromisso na agenda tirando o celular do bolso e tocando na tela no smartphone. "Google Now é muito mais prático, e também tenho no relógio (smartwatch). A gente vai se acostumando com o tempo." Em breve, as pessoas vão começar a achar estranho executar comandos na tela do smartphone quando podem fazê-lo pelo assistente de voz, diz Santos, que é coordenador do curso de Sistemas de Informação da Universidade Positivo (UP).

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Imagem ilustrativa da imagem Assistentes pessoais ao alcance das mãos
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