Arquivo mantém
formato original
Outro fator que demandou tempo para a conclusão do Cypher foi a total fidelidade aos formatos originais escolhidos pelo usuário ao trabalhar determinado arquivo. O programa, ao decodificar os dados, devolve-lhes precisamente a aparência anterior, o que nem sempre ocorre em outros softwares do tipo. Alguns, ao retirar o código, uniformizam os formatos, o que pode estragar todo um trabalho.
Sem dúvida, o Excel foi a aplicação que mais dificuldade ofereceu para essa tarefa. Mas, ao contrário do que se poderia esperar, os gráficos foram relativamente fáceis de codificar, em comparação com todos os formatos previstos pelo Excel.
Uma vez selado o segredo do arquivo, David garante: somente um ataque de força bruta (BFA, que significa brute force attack, em inglês) poderá quebrar o algoritmo (de 128 bits). Mas isso pode, tranquilamente, levar anos.
Como foi produzido inteiramente em terras tupiniquins, o Cypher não está sujeito às restrições americanas na área. O governo dos EUA proíbe exportações de soluções de criptografia forte e, não por acaso, a OASyS não conseguiu distribuir sua versão em inglês por lá.
‘‘Chegamos a enviar algumas cópias do programa e ele foi bem recebido, mas a pessoa simplesmente não pode utilizá-lo ou disponibilizá-lo na Rede, o que já configuraria exportação, pela lei’’, revela o diretor de tecnologia.
O Cypher está sendo vendido a R$ 99,00 a cópia, e pode ser adquirido através da Internet. A versão shareware pode dar uma idéia do programa, mas codifica apenas os 50 primeiros caracteres de cada parágrafo ou as 25 células iniciais de uma planilha. (Agência O Globo)

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