Aproveitamento inclui até refrigeração de ambientes
Aproveitamento inclui até
refrigeração de ambientes
Os coletores solares podem ser usados em âmbito doméstico (casas e edifícios), institucional (clubes e hospitais) e até industrial (na secagem de grãos, por exemplo). Curiosamente, a energia solar pode ser aproveitada até para a refrigeração de ambientes. Em um hospital de Mali, na África, às margens do deserto do Saara, a energia solar é a única responsável pela refrigeração de medicamentos e pelo acionamento de equipamentos.
Embora seja possível instalar coletores em edificações já prontas, é mais fácil e barato que o dispositivo seja previsto já no projeto das obras, devido à necessidade de tubulação especial para circulação de água quente. O retorno do investimento para uso residencial é obtido após um período de três a cinco anos, avalia Rodrigo Cunha. A estimativa é feita a partir do custo médio do metro quadrado de coletor solar calculado pela Abrava: US$ 100. Esse preço tem caído progressivamente (em 1987, o metro quadrado valia o dobro).
No Brasil, o desenvolvimento e a difusão da energia solar é ainda irregular, segundo Elizabeth Pereira. Ela cita a cidade de Belo Horizonte como um exemplo raro no país: há ali mais de 400 sistemas de coletores solares instalados em prédios, hospitais, clubes, hotéis, indústrias etc. No entanto, dados da Abrava mostram um importante crescimento recente na procura pelo dispositivo. Em 1993, haviam sido comercializados 40 mil m2 de coletores solares; em 1998, esse número já ultrapassava os 140 mil m2.
Além de depender da disponibilidade de recursos para a substituição dos chuveiros elétricos, a maior popularização dessa alternativa requer vontade política. É possível a criação de leis simples que facilitem a implantação de coletores, defende Pereira. Nesse sentido, o primeiro passo já foi dado no Brasil: os sistemas de coletores solares são atualmente isentos de ICMS e IPI. Israel, um país em que 70% das casas têm a água aquecida pela energia solar, é um exemplo de estímulo institucional ao uso desse tipo de energia. Ali, o habite-se só é conferido às obras que dispõem da tubulação para água quente.





