Um aplicativo para tablets e smartphones para auxiliar crianças com deficiência mental a aprender. Esta foi a ideia do aluno do curso de Ciências da Computação do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), Antônio Marcelino Queiroz da Silva, ao desenvolver o aplicativo para Android (plataforma voltada a dispositivos móveis) DroidUP - de Android, plataforma para a qual o aplicativo foi desenvolvido, e ''UP'', oposto de Down. O software utiliza os recursos interativos destes aparelhos móveis para ensinar o alfabeto, os sons e o nome dos animais, as cores e as formas. Os alunos aprendem se divertindo, ouvindo sons e tocando na tela.
O software foi pensado inicialmente a atender crianças com Síndrome de Down, mas depois mostrou que pode beneficiar todas as crianças que não tenham limitações motoras superiores. O Droid Up foi projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do estudante, em parceria com o Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece).
A curiosidade dos alunos por um aparelho que nunca tinham visto antes, um tablet que Silva levou ao Instituto para que os alunos pudessem testar o aplicativo, estava na expressão dos alunos. Roger Pereira da Silva, Renan Ruan da Silva e Lorran Gabriel dos Santos se entreteram tanto com o aparelho que poderiam ficar a manhã inteira ''brincando'' com o aplicativo. Otton Humberto Denis Urbano, que está aprendendo agora as primeiras letras, identificava-as nas imagens que apareciam na tela. Segundo ele, aprender no tablet ''é mais legal.''
Aline Natieli Soares Ordálio já sabe ler e escrever, mas, assim como Istefani da Rocha Lima, concorda que aprender com um aparelho novo como aquele é mais gostoso. João Vítor Ken Massuda veio do Japão e ainda tem dificuldades com a língua portuguesa, mas o aplicativo educativo, encarado pelos alunos como ''joguinho'', o ajuda a entender melhor a nova língua.
Para a coordenadora do Ilece, Suely Camargo Melhado e a professora Silvana Miorali, o recurso aguça a curiosidade, prende a atenção e estimula os estudantes a aprender. ''Hoje a meninada é muito esperta. Elas não querem coisas que são da nossa época'', observa Suely. De acordo com as educadoras, o dispositivo móvel, com suas características, auxilia os alunos a desenvolveram a coordenação motora fina. Para Silva, aparelhos como o tablet aguçam os sentidos importantes da criança - tato, visão e audição.

Para todas as crianças

Durante o trabalho, a coordenadora do Ilece sugeriu que Antônio Marcelino Silva adaptasse o aplicativo para computadores de mesa para que alunos com paralisia cerebral também pudessem usufruir do recurso com o uso de mouse e teclados adaptados. Além disso, a maioria dos alunos não pode ter acesso a dispositivos móveis pelo alto custo desses aparelhos. Silva disse que vai providenciar a adaptação, e também oferecer o aplicativo gratuitamente a outras escolas de Londrina que tenham interesse em usar.
A versão demonstrativa do aplicativo será disponibilizada gratuitamente no Android Market, loja de aplicativos do Android. Depois de alguns ajustes, a versão completa ficará na loja virtual por um preço simbólico de R$ 2.
(M.F.C.)

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