Conquistar uma posição de liderança e competitividade não é tarefa das mais fáceis. Num mundo onde as inovações tecnológicas praticamente engolem quem ‘‘dorme no ponto’’, manter-se no mercado exige novas estratégias para lidar com a avalanche diária de informações, novas tecnologias, softwares e plataformas tecnológicas.
Sem capacitação constante, poucos ou quase nenhum trabalhador conseguem se dar bem profissionalmente. Nesse sentido, o aprendizado à distância pode ser uma alternativa mais do que interessante, uma vez que reduz os custos e abre novas portas ao trabalhador.
Para suprir a carência nacional, funcionários e empresas apostam cada vez mais no e-learning (aprendizado virtual, ou seja, por via eletrônica). Os cursos oferecidos contribuem significativamente para criar oportunidades competitivas no mercado para os funcionários, possibilitando atualização permanente e contínua.
Para a empresa, o e-learning facilita o planejamento estratégico e competitivo, com reflexos na maximização dos investimentos dos programas de treinamento e capacitação. Por dispensar deslocamentos e viagens, oferece flexibilidade e agilidade no processo de aprendizagem, além de diminuir substancialmente os custos.
O especialista em e-learning, Elzo Aranha, cita o exemplo da Petrobrás, que desenvolve treinamento de capacitação dos trabalhadores das plataformas em alto-mar. A fabricante de aparelhos celulares Motorola, por sua vez, implantou uma Universidade Corporativa, onde são oferecidos cursos de capacitação a seus funcionários.
A Kodak também se utilizou da Web para capacitar e treinar seus funcionários em toda a América Latina. Depois de ter buscado soluções para gerenciamento de seus softwares junto à Microsiga Software S/A, maior empresa do setor na América Latina, a empresa precisava treinar seus funcionários para se adaptarem ao novo sistema e desenvolveu um curso à distância para a cumprir a tarefa.
Para o trabalhador, o e-learning pode ser uma excelente ferramenta para a ascensão profissional. ‘‘O capital humano vai fazer a diferença daqui para frente, tanto em relação à nova economia quanto nas corporações da velha economia’’, ressalta Aranha.
O Brasil, como esclarece o especialista, já foi líder no ensino à distância por correspondência, sobretudo na década de 60 (quem se lembra do Instituto Universal Brasileiro?). Com o tempo, entretanto, o País foi perdendo espaço e hoje, é incipiente neste segmento, sobretudo no que diz respeito ao uso eletrônico para educação à distância. ‘‘Falta profissional para este tipo de ensino’’. Agora, ressalta o estudioso, ‘‘com o surgimento da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) do ensino e com a competitividade do mercado é mais do que necessária a capacitação e a qualificação profissional’’.
Aranha adianta alguns pontos que devem ser considerados para que um curso à distância dê resultados: o primeiro passo é identificar o público-alvo; projetar conteúdo e material didático específico à area em que se pretende trabalhar; se a intenção é disponibilizar este conteúdo na Web, ele precisa ser formatado para isso; oferecer conteúdo de forma que o próprio ‘‘estudante’’ trace sua estratégia de uso e horários.
Serviço
- No período de 02 a 04 de abril, estará acontecendo em São Paulo o ‘‘e-Learning2001’’, sobre aprendizagem eletrônica, com seminários e cursos específicos. O tema do seminário é ‘‘e-Learning2001: Tendências e Perspectivas das Organizações no Século XXI’’. Informações: 11/3057-1277 ou 3051-7974. E-mail: [email protected]

mockup