São Paulo - A Apple apresentou ontem sua nova linha de produtos e, seguindo a tônica de seu último grande evento, em junho, deixou de mostrar algo marcadamente novo. A tônica foram melhorias nos aparelhos existentes, incluindo um iPad com tela maior, de 13 polegadas, e iPhones que "entendem" a força aplicada pelo usuário.
O iPhone 6S e o iPhone 6S Plus têm o mesmo visual e o formato do antecessor, com telas de 4,7 e 5,5 polegadas, respectivamente. No entanto, têm melhores especificações. Eles também chegaram em novas cores, como prata, dourado e um rosa metalizado. A câmera iSight é de 12 Mpixels, contra 8 MPixels da anterior. Também será possível gravar vídeos em qualidade UltraHD (4k).
O novo iPhone 6S custará o mesmo valor que o iPhone 6. A versão de 16 Gbytes do 6S sairá por US$ 199, enquanto o 6S Plus de 128 Gbytes custará US$ 499. Eles estarão disponíveis em 130 países até o fim do ano.
E, como incentivo para levar quem usa celulares Android a mudar de aparelho, a Apple lançou um app para a loja concorrente que facilita a migração de dados entre os aparelhos. Assim, quem tem um celular de outra marca não vai perder fotos, contatos e arquivos ao adquirir o novo iPhone.

3D TOUCH


O aparelho também conta com a tela que reconhece quanto de força está sendo colocada pelo usuário. Essa ferramenta 3D Touch, abre novas opções nos aplicativos dependendo do quanto de força for colocada. Assim, um pequeno toque no app de e-mails permite que a pessoa dê uma rápida olhada na mensagem que acabou de receber em um pop-up. Com mais força, ela abre a caixa de texto para enviar a resposta ao remetente.
A câmera também poderá ser usada combinada ao 3D Touch. Uma nova ferramenta do dispositivo vai permitir que o usuário grave psuedo-fotos, isto é, GIFs animados que funcionarão como fotos ao serem publicados em qualquer outro lugar. No entanto, se essas fotos forem pressionadas com força no novo iPhone, elas ganharão movimento.

iPad Pro


Para tentar reverter as quedas nas vendas nos últimos anos, a Apple reformulou o iPad, tornando-o uma ferramenta destinada à produtividade. Segundo a empresa é a "maior novidade no iPad desde o próprio iPad." O iPad Pro tem tela de 12,9 polegadas, a maior já lançada pela empresa para tablets ou celulares.
O aparelho também conta com um novo processador, o A9X, que é duas vezes mais rápido que o antecessor, permitindo que o iPad reproduza gráficos com a mesma qualidade de um videogame de última geração. Também vem com quatro saídas de áudio.
Segundo a empresa, a bateria, sempre um problema para qualquer dispositivo móvel, deve durar dez horas. A largura do tablet é de 6,9 mm. A câmera traseira é de 8 Mpixels e há leitor de impressão digital. O iPad Pro também contará com uma canetinha stylus Apple Pencil. Contrariando, na verdade, um aviso dado por Steve Jobs. No lançamento da primeira versão do tablet, o fundador da empresa disse que jamais lançaria a caneta. "Se você vir uma stylus, é porque há algum problema", disse.

SMART KEYBORD


A companhia também apresentou um teclado físico, o Smart Keybord, bem similar ao Surface, da Microsoft. Aliás, a companhia de Bill Gates teve participação de destaque no evento. A empresa anunciou que o pacote Office estará disponível para o iPad Pro. O tablet também vai permitir que softwares como o Microsoft Word e o Excel sejam usados ao mesmo tempo, lado a lado na tela.
Outra antiga inimiga da Apple - agora aliada -, a Adobe também tomou parte do evento. As duas companhias deixaram as rixas para trás - nunca foi possível rodar o plug-in Flash em aparelhos com iOS - e anunciaram uma nova versão do editor de imagens Photoshop para o tablet.
A versão com 32 Gbytes terá preço sugerido de US$ 800 (cerca de R$ 3.000). A de 128 Gbytes, com suporte para wi-fi e redes de celular deve custar US$ 1.079.
As vendas começam em novembro.
Para quem não está tão preocupado com configurações potentes, a empresa lançou o iPad Mini 4, custando US$ 399 (cerca de R$ 1.100).

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