Para os usuários em geral, os dispositivos vestíveis deverão se destacar pela liberdade de movimentos que proporcionam, diz João Moretti, diretor da Mobile People, empresa de desenvolvimento de software mobile. Durante uma reunião, por exemplo, ele poderá receber e checar notificações de forma mais discreta do que com um smartphone.
Os vestíveis também poderão trazer facilidades para diferentes profissões. "O médico pode fazer uma cirurgia e transmitir as imagens através do óculos. Dá mais mobilidade, liberdade para trabalhar." Policiais poderão fazer a consulta de fichas criminais pelo óculos inteligente ao mesmo tempo em que uma abordagem é realizada, continua Moretti. O mesmo acessório poderá ser utilizado por engenheiros enquanto estes visitam uma obra. Já na linha de vestíveis mais "robustos", um bracelete poderia ser útil a técnicos que precisam de mais liberdade de movimento para subir em postes de iluminação, completa o diretor.
O mercado de apps para os vestíveis, portanto, é promissor, mas não deve ser explorado no momento, opina Moretti. "Não neste momento, até porque (estes dispositivos) ainda não têm muita autonomia. Mas eles oferecem as mesmas condições para que aplicativos sejam desenvolvidos e embarcados." Este ano, a Samsung já disponibilizou o kit de desenvolvimento para que interessados possam criar aplicativos para os seus "wearable devices" (dispositivos vestíveis). (M.F.C.)

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