Aplicativos oferecem compras 'in-app'
Já que os aplicativos gratuitos são, indiscutivelmente, os preferidos dos brasileiros, como os desenvolvedores podem gerar receita a partir destes produtos? É sabido que a famosa publicidade não agrada a muitos. "A publicidade sem dúvida é o caminho mais curto, mas o aplicativo pode ter conteúdo premium e conteúdo gratuito. É muito importante que o desenvolvedor encontre um modelo porque, quando olhamos o perfil dos usuários, 85% não gostam de pagar por um app", diz Paula Paschoal, diretora de Vendas e Desenvolvimento de Negócios do PayPal Brasil.
Com um aplicativo de mais de 400 mil downloads, o Armies & Ants, a empresa londrinense de desenvolvimento de games Oktagon Games é a prova de que o brasileiro é engajado em jogos para dispositivos móveis. Sabendo da preferências dos brasileiros por aplicativos gratuitos, a empresa só desenvolve apps gratuitos com conteúdo pago dentro do jogo. Isso quer dizer que o usuário baixa o aplicativo gratuitamente, mas ele pode fazer compras dentro do game, como de itens especiais, evolução ou mesmo dinheiro virtual para usar.
Estes são os chamados aplicativos "freemium" (free+premium), conforme definição de Roberto Icizuca, diretor de marketing da 01 Digital, empresa de desenvolvimento de apps de São Paulo. "Dentro deles há as compras in-app. Isto corta aquela barreira inicial de ter que pagar para baixar um aplicativo. O usuário não tem o que perder." Baixando gratuitamente, o usuário pode ter uma primeira experiência com o aplicativo e, caso goste, pode optar por pagar por mais conteúdo. "Ele pode baixar, usar um pouco e, se gostar, pagar por mais."(M.F.C.)





