A aplicação da solução de Big Data, porém, é muito ampla, afirma Fábio Elias, da Oracle. Nas redes sociais, por exemplo, já é comum buscar saber o que as pessoas estão comentando a respeito de um produto para direcionar ações. Estas informações também podem dar às empresas "insights" para que sejam criados novos produtos ou novos modelos de negócios. Na área de e-commerce, dados como padrões de navegação podem dizer muito sobre os hábitos de compra do consumidor e permitir que uma loja virtual possa fazer recomendações de compras em tempo real.
Segundo Elias, existem vários outros setores investindo na tecnologia de Big Data. Ele destaca os setores financeiro, de e-commerce, de seguradoras, telecom, aviação, laboratorial, oil & gas. Na área de finanças, as soluções podem ajudar as instituições financeiras a fazer análise de riscos e de tendências de fraudes. No caso das seguradoras, as empresas do ramo utilizam a seu favor dados de sensores de trânsito, de Detrans e informações de multas, por exemplo, para descobrir se o cliente é ou não um bom motorista. Caso seja, pode ser oferecido a ele um plano melhor, de baixo risco.
Empresas de telecom usam as soluções de Big Data para descobrir se o serviço segue métricas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). E no setor de aviação, pode alertar para a necessidade de manutenção das aeronaves. Para as pesquisas laboratoriais, Elias cita um case internacional de empresa que criou um comprimido que, ao ser ingerido, captura informações do impacto do medicamento no organismo no paciente, sua efetividade e se há efeitos colaterais. A tendência é que esta inteligência passe a ser utilizada ainda mais intensamente. Em pesquisa da Cisco, mais de dois terços dos gerentes de TI entrevistados concordam que o Big Data será uma prioridade estratégica para suas empresas em 2013 e nos próximos cinco anos.(M.F.C.)

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