O formato de compressão de áudio MP3 não está restrito aos micros. Qualquer tipo de som arquivado neste formato pode também ser ouvido num aparelho portátil que a gente leva para onde quiser. Lançado na virada do ano no Brasil, o Rio PMP300 já é quase uma febre nos EUA. Lá, a fabricante Diamond Multimedia vende dez mil unidades por semana.
De acordo com Renato Iwersen, diretor para a América Latina e Ásia da Diamond, ainda não há dados sobre as vendas por aqui, mas a expectativa é a de que o aparelho - com capacidade para reproduzir até uma hora de música com qualidade digital - chegue logo às 1.500 unidades vendidas por mês. Com o software Jukebox MP3 incluído, o usuário pode carregar a música que quiser da Internet e gravá-la no HD. É possível regravar quantas vezes for preciso. O Rio precisa ser ligado ao PC - por um conector de porta paralela que já vem com ele - apenas para receber os arquivos MP3. Funciona com uma pilha alcalina e com um cartão de memória de 32Mb.
Dá para reproduzir até uma hora de música com qualidade digital e até 16 horas de áudio com qualidade de voz. Por ser compacto e digital, a reprodução não sofre interferências comuns em walkmans analógicos (quando você corre e sacode a fita, por exemplo). Pesa 67 gramas e vem com fones de ouvido.
Nos EUA, a Diamond foi alvo de processos judiciais movidos pela indústria fonográfica, que alegava ser o Rio um estímulo à pirataria, mas ganhou na Justiça.
‘‘Nós não temos nenhuma participação na pirataria’’. afirma Iwersen. ‘‘Se fôssemos culpados, fabricantes de fita K7 também o seriam, porque eles vendem produtos que possibilitam a gravação de música, assim como nós.’
A empresa anunciou que passa a fazer parte da Secure Digital Music Initiative (SMDI), uma associação liderada pela indústria fonográfica americana e que pretende conter a pirataria eletrônica.

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