Milton DóriaSegundo o livro de Angela Overy, o objetivo das plantas é reproduzir sem pararUm novo livro publicado nos Estados Unidos, ‘‘O sexo em seu jardim’’, pretende demonstrar que as inocentes plantas que enfeitam nosso meio ambiente são, de fato, criaturas lascivas e sem escrúpulos, cujo objetivo é a reprodução custe o que custar.
‘‘Enquanto os jardineiros e proprietários de jardins cuidadosamente tratados desfrutam da beleza natural, as flores, plantas e polonizadores protagonizam atos de verdadeira gula e fornicação voluptuosos e lascivos’’, afirma a autora Angela Overy, artista botânica de origem britânica.
Overy constatou, com certo estupor, que os alunos de cursos de desenho botânico ignoravam que as plantas têm uma parte masculina e uma parte feminina e órgãos reprodutores.
‘‘Muita gente acha a botânica uma coisa chata. Mas, se soubessem tudo o que as árvores e as plantas fazem, se interessariam muito mais’’.
‘‘As plantas, ao contrário da maioria das pessoas, carecem de moral e podem recorrer à corrupção, à traição e a todo tipo de armadilhas para conseguir reproduzirem-se’’, assinala a autora.
O livro, que estabelece uma comparação entre a sexualidade das plantas e a dos seres humanos, revela também algumas diferenças notáveis.
As plantas são, por exemplo, incapazes de se mover, o que as obriga a recorrerem a terceiros para concretizar suas relações sexuais.
Além disso, enquanto ‘‘felizmente é impossível saber se uma pessoa acaba de ter relações sexuais, apenas olhando para ela, algumas flores, quando polinizadas, enviam uma mensagem que significa que o ato já terminou e não resta mais nada a esperar’’. O livro de Angela Overy ainda não foi publicado no Brasil.

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