Uma equipe de pesquisadores americanos criou pela primeira vez de forma artificial um cromossoma humano, abrindo assim a porta a possíveis tratamentos de enfermidades hereditárias.
Os autores deste trabalho, geneticistas da Case Western Reserve University de Cleveland, em Ohio, explicaram que os cromossomas artificiais poderão servir para transportar genes terapêuticos no organismo de pessoas afetadas por enfermidades genéticas. Constituídos por ADN humano e sintético, os cromossomas artificiais reproduzem as funções dos cromossomas naturais que contêm os genes necessários à vida.
A equipe de Cleveland reuniu material genético com o fim de imitar uma porção especializada de cromossoma implicada na duplicação cromossomática. As estruturas foram injetadas em células cultivadas em laboratório onde são reunidas para formar cromossomas. Ao cabo de seis meses, isto é, ao cabo de 240 divisões celulares, os genes do cromossoma artifical continuavam presentes e funcionavam nas células-filhas.
Os pesquisadores adiantaram que os cromossomas artificiais serão submetidos a testes em animais durante seis meses antes de que sejam feitos testes clínicos nos seres humanos.
Em 1979, esta equipe de Cleveland havia criado pela primeira vez cromossomas artificiais de fermento.
A empresa de biotécnica Athersus de Cleveland, da qual o professor Harrington é vice-presidente, possui os direitos desta nova tecnologia, segundo o ‘‘Washington Post’’.

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