Ameaça ou oportunidade?
Na opinião dos varejistas, a internet não representa uma grande ameaça ao comércio tradicional no Brasil. "O comércio eletrônico tem crescido, mas ainda gera uma certa insegurança por parte do consumidor. O consumidor ainda quer pegar o produto na mão", diz o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan.
Na rede de livrarias Curitiba, que possui lojas física e virtual, 90% das vendas ainda são realizadas presencialmente. "A gente sabe que a internet é um grande facilitador para todo mundo pegar as informações sobre os produtos. Mas o Brasil ainda tem alguns problemas e um deles é a logística", opina o assessor de comunicação do grupo, João Alécio Mem, lembrando casos de empresas de e-commerce que foram multadas por não entregarem os produtos ou entregarem com atraso. Outro problema enfrentado pelo comércio eletrônico no País, segundo Mem, é a segurança.
Marcelo Ontivero, proprietário das lojas Móveis Brasília, conta que seus clientes chegam a pesquisar produtos pela internet a loja também tem site -, mas acabam indo à loja para ver e testar os produtos. De lá, seguem dois caminhos: ou compram ali mesmo, na loja, ou voltam para casa e compram da internet. Segundo Ontivero, o primeiro caminho é mais frequente. "Quando a empresa tem um histórico muito bom no mercado é um bom argumento para atrair o cliente do e-commerce."
Entretanto, a tendência da pesquisa de preços pela internet é uma tendência mundial e não pode ser deixada de lado. "Todo risco gera um sinal de alerta. E este sinal de alerta pode ser uma oportunidade para melhorar o atendimento", declarou o presidente da Acil, Flávio Balan. Ao invés de encarar o showrooming como uma ameaça, os comerciantes podem fazer uso de seus diferenciais na hora de convencer o consumidor a comprar na loja física. O produto em pronta entrega e o atendimento personalizado são alguns deles. (M.F.C)





