Alô, alô, marciano
Embora o tema povoe a cabeça dos homens há bastante tempo, a Ciência dispõem de recursos como naves, sondas, satélites, radiotelescópios e toda essa parafernália que investiga o Universo, há pouco mais de 50 anos. Tantas coisas foram descobertas ao longos desses anos que impressionam qualquer cético. Sabe-se por exemplo, através de fotos da nave Voyager, que Tritão, o maior satélite de Netuno, possui vulcões ativos. No Sistema Solar somente em Io, um satélite de Júpiter, e na Terra existem vulcões ativos. Um detalhe como este não escapou das lentes da nave mas, mesmo assim, todo esse aparato tecnológico ainda não foi capaz de detectar sinais de vida.
Sabe-se que a vida na Terra surgiu há mais ou menos três bilhões de anos na forma de uma bactéria composta de carbono, enxofre, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Depois disso a evolução, que ainda não se sabe como aconteceu, passou por uma longo período de tédio, até que há apenas uns poucos milhões de anos os ancestrais do homem começaram seu processo evolutivo. Mostrando que vida e formas inteligentes de vida nem sempre caminham pela mesma estrada.
Mas a busca por sinais de vida pelo Universo segue em frente. Um dos programas mais sérios e respetáveis nessa linha é o SETI (sigla em inglês para Search for Extraterrestrial Intelligence - ou Busca de Inteligência Extraterrestre), um projeto criado por Frank Drake no Observatório Nacional de Radioastronomia de Greenbank, na Virgínia, Estados Unidos, na década de 60. Durante duas semanas Frank escutou duas estrelas semelhantes próximas ao Sol, em uma determinada frequência. Um belo dia, durante sua audição estelar, o astrônomo captou um forte sinal que foi perdido muito rapidamente. Seria um ET tentando se comunicar com a Terra? Somente semanas mais tarde o sinal voltou a se repetir e Frank pode verificar que era apenas um avião militar transmitindo em frequência não autorizada. Atualmente o programa examina sistematicamente, através de um radiotelescópio no deserto de Mojave, todo o céu. É bem verdade que nenhuma informação vinda do programa confirmou a existência de comunicação com seres de outros planetas. (I.L.)





