Alimento Frankeinstein provoca controvérsia
Se por um lado o melhoramento genético trouxe o desenvolvimento da cultura da soja em todo o País, por outro grupos ecológicos como o Greenpeace discordam da manipulação genética, argumentando que as alterações nos chamados alimentos Frankeinstein seriam maléficas à saúde. Há pouco tempo, o desembarque no Brasil de um carregamento de soja geneticamente modificada nos EUA virou assunto polêmico e ganhou as páginas dos jornais.
Para Mercedes Panizzi o problema é que o leigo enxerga a planta melhorada geneticamente como algo que não é natural devido às novas técnicas de biotecnologia: Essas técnicas são métodos de melhoramento genético que trabalham um determinado gene e permitem a obtenção de variedades em menor tempo que o método tradicional.
A questão depende também do que o pesquisador quer modificar ao mexer com o gene. Poderia fazer mal se alguém alterasse um gene para a planta produzir veneno, por exemplo, mas ninguém aqui está fazendo isso. Estou trabalhando numa variedade de soja que terá gosto adocicado. Só esta característica da planta será alterada neste trabalho, as outras características permanecerão as mesmas, comenta Mercedes.
A doutora está acostumada a trabalhar como o método tradicional de melhoramento, feito por intermédio de cruzamento. Mas pela biotecnologia posso conseguir isso mais rápido, ressalta.





