O anúncio pelo Pentágono da possível existência de um verdadeiro mar de água doce gelada no Pólo Sul da Lua levou imediatamente à idéia de transformar o satélite terrestre numa base para reabastecimento de naves a caminho de outros planetas. A água que possa resultar do gelo seria desdobrada em hidrogênio e oxigênio: o oxigênio para permitir a construção de bases habitadas e o hidrogênio para ser usado como combustível das naves.
Desse modo, imaginar pessoas vivendo em colônias lunares e naves parando para serem reabastecidas deixou de ser ficção científica de uma hora para outra. Mas, para se entender em toda a sua importância o anúncio feito pelo Pentágono (Departamento da Defesa dos Estados Unidos), é preciso juntar ao fato alguns outros episódios recentes e agora muito claramente relacionados.
No dia 29 de novembro, a Nasa anunciou em Londres, que está treinando oito astronautas para descerem em Marte nos próximos anos. A revelação foi feita através de uma entrevista de Elric McHenry, cientista-chefe do projeto Marte, à emissora de rádio BBC. McHenry revelou que o treinamento dos astronautas está sendo feito no Centro Espacial Johnson, em Houston, Texas. E que ‘‘em oito anos, ou menos, poderemos descer astronautas na superfície de Marte’’.
Aqui ocorre a primeira interessante questão: por que essa importante revelação foi feita em Londres e no nos Estados Unidos? Aparentemente porque a repercussão de uma divulgação oficial, nos Estados Unidos, seria muito grande. Se isso for verdade, devemos supor que o governo norte-americano não está querendo muita divulgação do assunto, pelo menos por enquanto. Mas, como se sabe, manter em segredo uma informação como essa resultaria em sérias pressões da opinião pública. Portanto, o ideal foi revelar, mas revelar de leve.
Segurança nacional O assunto Marte é muito mais importante do que pode parecer e o que se sabe, nos níveis mais altos do governo norte-americano, pode ser muito mais que simples vestígios de bactérias existentes no Planeta Vermelho há milhões de anos.
Há mais indícios disso. O anúncio da possível descoberta de água em Marte foi feito pelo Departamento da Defesa (Pentágono) e não pela Nasa, o que seria mais normal.
Aqui pode-se pensar em outro sinal da importância muito grande das informações sobre Marte. A legislação norte-americana é muito rigorosa quanto a liberarão de informações para a opinião pública. Existe, entretanto, uma forma de evitar essa liberarão a curto prazo: alegar segurança nacional. O Departamento da Defesa pode fazer essa alegação para manter informações em sigilo. A Nasa, não. Desse modo, o governo se previne contra eventuais pressões da população e da imprensa.
Mais ainda: o anúncio de gelo em Marte foi transmitido, ao vivo, por várias redes de tevê. Nesse dia estava marcado o lançamento da primeira sonda da Nasa que irá explorar diretamente o solo marciano, a ‘‘Mars Pathfinder’’. O lançamento foi adiado. No dia seguinte, acontece, com total sucesso.
A nave descerá em Marte no dia 4 de julho de 1997, o ‘‘Independence Day’’. Sugestivo, não? Some-se a isso, ainda especulando, que há pouco mais de um ano um cientista russo descobriu por acaso (será?) um mecanismo antigravitacional. Construído em maior porte, esse mecanismo, segundo as projeções de físicos teóricos, permitiria lançamentos muito mais fáceis de naves, a partir da Terra, em direção a outros planetas. O anúncio abalou o mundo científico, foi divulgado por toda a grande imprensa mundial, mas saiu do ar e nada mais se sabe dele.
Explicação técnica Aqui vale uma explicação técnica. Um dos maiores problemas para a exploração de planetas mais distantes é a quantidade de combustível que uma nave precisa para sair do campo gravitacional terrestre. Um mecanismo que anule a gravidade permitiria que uma nave menor, com muito menos combustível, decolasse daqui sem problemas e assumisse rapidamente velocidades fantásticas. Além do que sua autonomia de vôo seria muito maior.
O mesmo acontece na Lua. Além de poder ser uma estação de reabastecimento, a quase ausência de gravidade no satélite permitiria que naves lançadas de lá viajassem muito mais, com menor peso. Coincidência?
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