Aficionados têm suas tribos
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quarta-feira, 09 de julho de 1997
Agência Estado 
Há basicamente três tipos de micreiros: os gamemaníacos, os viciados por programação e os montadores de hardware. A primeira turma só usa o micro pelo prazer de rodar jogos maravilhosos, todos feitos em 3-D, com cores vibrantes e trilha sonora envolvente. A segunda deseja loucamente descobrir o que faz a imagem dançar na tela. Já os montadores de micros gostam de pegar o disco rígido na mão, trocar as peças, fazer vários mudanças e trocar de equipamento a cada seis meses. Apesar das diferenças, todos acabam ganhando dinheiro e se auto-sustentando desde cedo.
Danilo Lazaro, de 16 anos, é um destes exemplos. Estudante do 3º colegial do Colégio Brasil, Lazaro paga a mensalidade trabalhando no Centro de Processamento de Dados da escola. Programo apostilas para o curso primário em Visual Basic e também faço diagramação no PageMaker, explica.
Há quatro anos trabalhando com informática no colégio, Lazaro era monitor do laboratório de informática.
Théo Azevedo, de 15 anos, é viciado em games. Ele começou aos 4 anos com o Atari, depois mudou para o micro, no qual já rodou 2 mil games. No começo era só diversão; hoje é a minha vida, exagera Azevedo. Não entendo muito de hardware, mas consigo chegar até o fim da maioria dos games de estratégia. A experiência com os games rendeu a ele um emprego no Jornal da Cidade de Bauru, onde mora.
Os colegas Francisco da Cunha, de 15 anos, e Kenneth Paul Evans, de 17, também são micreiros, só que especializados em Internet. Eles desenvolvem sites, incluindo algumas páginas do web site da Unicef e de pequenas empresas. Apesar de já terem ganhado dinheiro, os dois pretendem seguir carreira em Engenharia Mecatrônica.


