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Há 13 dias, Graham Rattclife pôs a mochila nas costas, se despediu da mulher e das duas filhas, e foi para a rodoviária, de onde um ônibus o levou até o aeroporto de Heathrow. Estava dada a largada para a viagem que vai levá-lo de Newcastle, Inglaterra, ao topo do Everest, na cordilheira do Himalaia. Esta é a terceira escalada que Graham, de 44 anos, faz à montanha mais alta do mundo. Em 1995, chegou ao cume pelo lado Norte, através do Tibete; desta vez, seu objetivo é chegar pelo lado oposto, partindo do Nepal. Se conseguir, terá sido o primeiro inglês a completar a escalada por essas duas rotas.
Enquanto isso, em Kathmandu, o espanhol Enrique Guallart-Furio e o sherpa Ang Dorjee terminam os preparativos de uma outra expedição. Enrique, único espanhol que já esteve nos dois polos, é um aventureiro incansável. Conhece o lado mais áspero de 35 países, e já escalou seis dos famosos Sete Picos, isto é, as montanhas mais altas de cada continente. Com o Everest, que tentou escalar sem sucesso no ano passado, completa a coleção. Tem boas chances: seu companheiro Ang Dorjee (que foi principal sherpa da trágica expedição de Rob Hall em 1996), já chegou ao cume cinco vezes.
O único ocidental a igualar esta marca é o americano Pete Athans - que, aliás, vai estar na montanha também, liderando uma expedição científica. Há mais gente tentando feitos extraordinários este ano, como o italiano Arbin Timilsina, de 15 anos, por exemplo, que quer bater o recorde do nepalês Shambu Tamang e ser o bípede mais jovem a olhar o mundo lá do alto. Já um grupo inglês quer encontrar a máquina fotográfica de George Mallory, que desapareceu tentando a escalada em 1924, e esclarecer um mistério de 75 anos: teriam Mallory e seu companheiro Irvine chegado ao topo? Só o filme daquela câmera -que talvez esteja conservado graças ao frio extremo - pode responder a essa pergunta.
O grande fio terra das expedições é, naturalmente, a web, que não apenas serve para que o mundo em geral saiba o que está acontecendo no Everest, como permite a quem está no Everest saber o que está acontecendo no mundo em geral. Quase todas têm páginas próprias na rede, ou figuram em lugar de destaque em points montanhistas, como o Everest News www.everestnews.com ou o The Mountain Zone em www.mountainzone.com. Nesses sites, que permitem aos internautas acompanhar as escaladas em tempo real e conversar com os alpinistas, está o que a web tem de melhor: tecnologia de ponta, troca de idéias e muita emoção.Agência O GloboMão duplaO grande fio terra das expedições é, naturalmente, a web, que não apenas serve para que o mundo em geral saiba o que está acontecendo no Everest, como permite a quem está no Everest saber o que está acontecendo no mundo em geralAgência O Globo





