O número de acessos móveis apresentou crescimento de 47% em janeiro de 2013 em relação ao mesmo período do ano passado. É considerada a evolução mais significativa no balanço feito pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), que mostra que os acessos em banda larga chegaram, neste primeiro mês do ano, a 88,2 milhões, com crescimento de 37% no período de um ano.
Junto aos acessos móveis, cresce também o consumo de dados pelos usuários. Segundo estatísticas da Cisco, multinacional de soluções para redes, o tráfego de dados móveis em 2012 cresceu 70% em todo o mundo, alcançando os 885 Petabytes (1 Petabyte é o equivalente a 1.000.000.000.000.000 Bytes) por mês. O volume corresponde a doze vezes o tamanho de toda a internet em 2000.
Ao mesmo tempo, o levantamento revela que o uso de smartphones cresceu 81% no ano passado. Apesar de corresponder a apenas 18% do total de equipamentos de mão utilizados em 2012, representou 92% do total de tráfego de dados consumidos por estes aparelhos. Tablets e laptops conectados à rede móvel geraram ainda mais tráfego de dados – este último chegou a gerar sete vezes mais dados que um smartphone.
E a tendência é que o tráfego aumente ainda mais. Este ano, o número de dispositivos móveis conectados deve ultrapassar a população mundial. Em 2017, o tráfego de dados dos smartphones deverá se multiplicar por 19, e neste mesmo ano, os tablets vão gerar mais tráfego de dados que toda a rede móvel em 2012, afirma a Cisco.
Não é à toa. Cada vez mais usuários utilizam dispositivos móveis em suas tarefas diárias em substituição a um computador. "Para tudo que tenho preguiça de ligar o notebook, vou no iPad", afirma, por exemplo, João Gabriel Martins, gerente administrativo, que possui plano de dados para o smartphone e para o tablet. Pesquisas rápidas e até check-in de voos são realizados por estes dispositivos. Para Martins, estes aparelhos são mais rápidos e estão sempre à mão.
Hoje, estes dispositivos são até mesmo usados para tarefas mais pesadas, como assistir vídeos. A estudante Yasmin Nóbrega Lucas, de 12 anos, por exemplo, sempre excede a franquia de seu plano de dados do smartphone assistindo a vídeos sobre moda no YouTube a acessando redes sociais. "Vídeos de maquiagem, de cabelo, acessórios, roupas", enumera. Para a mãe, Ana Carolina Nelli, entretanto, não há problemas. O único desconforto é para a filha, que tem que usar internet mais lenta até fechar o mês.
Ao que parece, os vídeos são os vilões dos planos de dados. Segundo o levantamento da Cisco, o tráfego de vídeos acessados por dispositivos móveis representou 51% de todo o tráfego de dados no ano passado. Esta é a primeira vez que este conteúdo corresponde a mais da metade do consumo de dados.

Imagem ilustrativa da imagem Acesso à banda larga móvel cresce 47% no País



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