Imagine uma região remota, onde não existem cabos de fibra ótica nem torres de celular. Como se comunicar em um lugar assim? Além da transmissão de programação de TV paga, atualmente a comunicação via satélite presta-se a completar a ligação das torres de celular à rede em regiões remotas, seja para o acesso de dados, seja para a telefonia celular.

Tanta eficiência, porém, tem seu preço. A telefonia via satélite tem alto custo e participação pequena no mercado de telefonia móvel. ''Até porque o satélite tem capacidade pequena em comparação com a rede de fibra ótica'', afirma Eduardo Tude, presidente da Teleco. A comunicação via satélite atende a um nicho de mercado formado por empresas e pessoas físicas, que contratam o serviço para viabilizar a comunicação em regiões com indisponibilidade de comunicação por outros meios.

A holding londrinense OnixTec atua há dez anos nesta área e é a única representante legal da Inmarsat, provedora de comunicação via satélite, no Brasil. A empresa mundial começou em 1979 como um consórcio entre governos de vários países para fornecer comunicação segura para o mercado marítimo.

De acordo com o gerente da empresa, Igor Falcão, existem no Brasil cerca de 10 mil usuários de telefonia satelital contra 200 milhões de usuários de telefonia celular. No entanto, o serviço se destaca quando se fala em um mercado segmentado como nas áreas de aviação executiva e transporte aéreo de passageiros, Forças Armadas, mineração, atendimento humanitário, petróleo e gás. Em alguns destes segmentos, a comunicação é feita quase totalmente pela comunicação via satélite.

Falcão garante que a telefonia e transmissão de dados têm disponibilidade de 99,9%. Isto acontece porque a comunicação satelital independe de infraestrutura terrestre para funcionar. Mesmo que ocorram desastres naturais, o satélite continua operando a 37 mil quilômetros da Terra. A telefonia também não está sujeita a apagões, ou rompimento de cabos de fibra ótica, como ocorreu semana passada em Londrina e grande parte da região Sul.

Leia mais na reportagem de Mie Francine Chiba

Leia também:
Custo relativamente alto

mockup