Peças furtadas de museus, igrejas ou até mesmo de casas particulares e que têm grande valor histórico ganharam uma página na Internet: Cadastro Nacional de Bens Culturais. A nova página pretende informar sobre bens desaparecidos, receber denúncias e outras notícias que facilitem o resgate e a devolução de peças desaparecidas.
Seguindo orientação do Conselho Internacional de Museus - órgão da Unesco - o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lança a segunda edição da campanha ‘‘Luta Contra o Tráfico Ilícito de Bens Culturais’’, com cartazes, folders e no endereço eletrônico: http://www.iphan.gov.br.
O cadastramento das peças começou pelo Rio de Janeiro e Espírito Santo, com 600 itens apenas nesses dois estados. A maioria das peças é tombada e pertence a igrejas, museus e coleções particulares. A campanha terá a duração de um ano, período em que todos os organismos envolvidos com a preservação cultural trabalharão em prol da conscientização da sociedade para a importância da questão.
Fundado em 1946, o Conselho Internacional de Museus é uma organização não-governamental, com sede em Paris, e reúne profissionais de museus de todas as categorias, atuando em 157 países, tendo como atividade principal a luta contra o tráfico ilícito de bens culturais.
A base de dados sobre bens desaparecidos vem sendo organizada desde 1997. As 14 coordenações regionais e os museus do Iphan enviam as informações referentes aos bens culturais procurados em suas áreas de atuação. A Interpol - polícia internacional - também participa do projeto, tendo designado agentes para investigar casos envolvendo o comércio ilícito de arte. No momento, os agentes cuidam de oito casos contando com a colaboração das polícias de 176 países.
A Interpol envia os dados de bens brasileiros roubados para a sua matriz, em Lyon, França, para divulgação internacional. Com o catálogo eletrônico, investigadores de todo o mundo têm acesso a informações como altura, peso, data de fabricação, autoria e as circunstâncias do desaparecimento das peças no Brasil.
Este ano a imagem brasileira escolhida para compor o cartaz divulga um quadro retratando Dom Pedro II, pintado em óleo sobre tela pelo artista Manuel Pereira dos Reis, em 1855, de propriedade particular, tombado pelo Iphan e furtado em 1983 na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro.

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