O Parque de Software de Curitiba saiu do papel. O prédio central do Parque, com 1.750 metros quadrados, onde vão funcionar a administração e os espaços de treinamento de pessoal para as 150 empresas que são esperadas pelo projeto, foi inaugurado segunda-feira à noite pelo prefeito Rafael Greca. Até agora, a Companhia de Desenvolvimento de Curitiba investiu cerca de R$ 2 milhões na obra, que fica ao lado da Cidade Industrial.
O Parque deve concentrar 16 grandes empresas produtoras de software em seus 190 mil metros quadrados de área, entre elas a Pólo de Software de Curitiba, a Positivo Informática, a Produtique, a Zest, a Accees Consultoria e Informática, a ADS Informática, a Ausland Consultoria em Informática, a EBMC Engenharia Biomética & Computação, a EBS e a Função Hel Treinamento e Soluções em Informática.
Já as pequenas e médias empresas terão uma área de 8.730 metros quadrados para se instalar. O imóvel começa a ser construído no próximo ano, ao lado do prédio central inaugurado segunda-feira.
O setor de produção de software de Curitiba, segundo o presidente regional da Associação das Empresas Brasileiras de Software e Serviços de Informática (Assespro), Ernesto Santa Maria, reúne 950 empresas privadas e emprega cerca de 15 mil pessoas, com um faturamento anual entre R$ 700 milhões e R$ 1 bilhão. O setor cresce a uma taxa que varia de 15% a 20% ao ano. ‘‘O Parque vai potencializar ainda mais esse vigor já existente’’, aposta Santa Maria.
A Telepar já anunciou que vai investir R$ 3,8 milhões na infra-estrutura de telecomunicações do Parque de Software de Curitiba. Vai ser instalada uma central telefônica com capacidade final para 2 mil terminais, cabo ótico de 36 fibras com extensão de 7,5 quilômetros, equipamentos para interface elétrico-ótica e multiplexadores.
As empresas do Parque também vão poder utilizar serviços como o Data Plus (comunicação de dados por circuito dedicado de alta e baixa velocidade) e o Pacpar (comunicação de dados comutada por pacotes com acessos dos tipos X-25 e ‘frame-relay’).
Com a infra-estrutura, as empresas também vão poder acessar a Rede Digital de Serviços Integrados (capaz de transportar indistintamente sinais de ampla variedade de formas de telecomunicações) e serviços de vídeo-conferência e banda larga (transmissão de TV e Internet em alta velocidade).

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