Excesso de padronização, síndrome de preguiça, maria-vai-com-as-outras. Não importa o nome da onda: o fato é que, hoje em dia, quase todo mundo tem os mesmos computadores, usa os mesmos softwares e vota nas mesmas griffes. Para fugir um pouco dessa mesmice informata, experimente instalar diversos programas alternativos, ou seja, aqueles que não são exatamente ‘‘o’’ padrão - ou mainstream, como se diz alhures.
Birutice? Implicância com a Microsoft? Nem tanto. A idéia é mostrar que existem softwares que dão conta do recado mesmo correndo por fora, às margens desse mercado que corteja o marasmo e não abre espaço para a concorrência. Há alternativas que vão do sistema operacional a aplicativos para quem não quer abrir mão do ambiente da Microsoft. Vale a pena dar uma espiadela.
Nessa espécie de mundo mix micreiro, destaca-se, por exemplo, o cada vez mais festejado Linux, sistema operacional usado por quase nove milhões de pessoas em todo o mundo. Tal preferência tem justificativas técnicas, um componente de fervor religioso e uma razão imbatível: o Linux é de graça.
O Linux não é coisa de escovador de bits: há duas semanas, Netscape e Intel fizeram investimentos de peso na Red Hat, a principal distribuidora do Linux para o mercado americano. Além disso, Corel, Oracle e Adobe anunciaram que vão lançar, até o fim do ano, versões Linux de seus principais produtos.
No Linux, você encontra uma suíte de aplicativos tão parruda quanto o Office, da Microsoft: é o Star Office, cuja versão para uso individual, completinha, custa simplesmente R$ 0. O produto só tem preço de verdade quando vendido para pessoas jurídicas. Tem todas as vantagens do seu congênere MS - e uma adicional: não é alvo frequente dos autores de vírus de macro. É desenvolvido pela Star Division (www.stardivision.com) e vem junto no CD distribuído pela Red Hat.
Aplicativos gráficos? É brincadeira. O Gimp (www.gimp.com) é um poderosíssimo editor de imagens, muito semelhante ao Photoshop, o darling de quem edita bitmaps. Ele lê e grava os mesmos formatos, consome menos energia e menos hardware e, na condição de freeware, tem dezenas de plug-ins desenvolvidos para ele, que produzem os mesmos efeitos do Photoshop. É um must-have para qualquer linux’zeiro.
Antivírus o Linux também tem... mas só para programas que estão de viagem para o mundo DOS. A McAfee, produtora do Scan, desenvolveu um produto para verificar se o arquivo que está disponível para download tem vírus. No Linux mesmo, os bichinhos praticamente inexistem.
Além de tudo isso, há uma área na qual o sistema do finlandês Linus Torvalds é imbatível. Quem explica é Marcelo Dantas, diretor do provedor Antares (www.antares.com.br):
‘‘Nenhuma outra plataforma tem ferramentas tão poderosas para trabalhar na rede quanto o Linux’’, diz ele. ‘‘Isto inclui não apenas o Netscape, com browser e editor de HTML, mas também todos os programas para criar e manter websites.
E entre os browsers, por que não experimentar o norueguês Opera? Ele tem tudo e faz tudo o que os outros browsers têm e fazem e não fica devendo nada para os netscapes e explorers da vida. Ah, sim: é pago. Compra-se a fera em www.operasoftware.com, por meros US$ 35.
Ainda na linha off the road, vale cutucar até a primazia merecida do Aurélio Eletrônico. Afinal, por que não o DIC? Além de explicar termos do português, o DIC ainda traduz palavras e frases de inglês, alemão, francês, italiano e espanhol, o que pode ser bastante útil. Como se vê, não faltam opções para quer pode - e gosta - de variar.

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