ReproduçãoGlobo de MarteEm 1901, o astrônomo Percival Lowell fez este globo de Marte. Ele mostra linhas retas que, alguns acreditam, serem canais abertos pelos marcianosNão é de hoje que o homem procura por formas de vida fora de nosso planeta. Depois que Nicolau Copérnico, no século 16, provou que a Terra não era o centro do Universo, a imaginacão humana perambulou por diferentes mundos, inventou formas de vidas exóticas e cometeu diversas fraudes em busca de ETs. Nesse exato momento cientistas do mundo todo, munidos de equipamentos cada vez mais sofisticados, vasculham o cosmos em busca de alguma prova da existência de seres extraterrenos. A Ciência comemora possíveis descobertas nessa área. Recentemente pesquisadores da Nasa anunciaram que o meteorito encontrado na Antártida em 94 possuía resíduos químicos de microorganismos que viveram em Marte há mais de 3 bilhões de anos. Se essa descoberta for confirmada, a vida fora de nosso planeta deixa as páginas da ficção científica e ganha comprovação científica. Mesmo sem um único indício de que nosso planeta tenha sido visitado por seres extraterrestres, os ETs continuam a despertar a curiosidade científica e atiçar a mente humana.
Como não se perguntar se a Terra seria o único planeta capaz de gerar vida em bilhões e bilhões de outros planetas. Quais as possibilidades, nem que sejam meramente matemáticas, de existir vida em outros planetas senão na Terra? Para os cientistas do Centro de Pesquisa Ames da NASA, na Califórnia, há chances de que pelo menos cinco bilhões de planetas sejam capazes de gerar algum tipo de vida em todo o Universo. Já seus colegas do Centro de Vôos Espaciais Goddard, também da NASA mas em Maryland, chegaram à conclusão, através de cálculos matemáticos, de que a vida na Terra é fruto de uma mera e feliz coincidência da natureza. Esses matemáticos mostraram que se a Terra estivesse a 141 milhões de quilômetros do Sol, e não a 149 milhões, como realmente está, haveria um efeito estufa tão grande que a vida sequer teria se formado por aqui. Descobriram também que se a órbita de nosso planeta fosse uma pouco mais elíptica do que já é, a Terra ficaria movendo-se constantemente de um extremo ao outro e a vida não teria florescido por aqui.
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Acredite, se quiserEstes desenhos são baseados em descrições dadas por pessoas que afirmam terem visto ou, ainda, terem sido raptadas por seres do espaço
Para o cientista e divulgador de Ciência Isaac Asimov (1920-1992) o tema, embora fascinante, só permite a mera ‘‘especulação’’, Asimov achava que ‘‘considerando que a Via Lactéa tenha cerca de 200 bilhões de estrelas e ainda possa existir cerca de 100 bilhões de outras galáxias, numéricamente é possível que um por cento dessas estrelas tenham planetas parecidos com o nosso, talvez haja vida em todos eles, talvez em alguns até mesmo possa ter florescido algum tipo de civilizaçao, mas são apenas suposições’’, diz Asimov.
Já o também cientista e divulgador de Ciência Carl Sagan (1934-1996) era bem mais otimista em relaçao ao tema. Sagan acreditava que estamos no limiar de um contato devido às novas ferramentas que a Ciência apresenta. ‘‘Se eu tivesse que fazer conjecturas, diria que o Universo está repleto de seres muito mais inteligentes e mais avançados do que nós. Acho isso possível devido ao grande número de planetas no Universo, devido a variedade de matéria orgânica existente e, principalmente, pelas imensas escalas de tempo disponíveis para a evolução’’, acredita o cientista.
De qualquer forma, acreditando ou não em ETs, nunca a Ciência disparou tanta carga para responder a essa antiga pergunta: estamos sós?

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