As ervas espinheira santa, hortelã e dente-de-leão, que a maioria das avós brasileiras recomenda como ‘‘um santo remédio’’ para esta ou aquela doença, também são usadas para cuidar dos animais doentes do Zoológico de Brasília.
Hoje, em 20 por cento dos tratamentos, a equipe de veterinários do Zôo utiliza terapias alternativas como acupuntura, fitoterapia, florais de Bach e a geoterapia.
O tratamento alternativo, complementar ao alopático, vem sendo usado pelos veterinários de Brasília há mais de cinco anos. Segundo Bernardo Alkimim Lafetá, da Divisão de Veterinária do Zoológico, o Zôo do Distrito Federal é um dos poucos em todo o mundo a usar terapias alternativas no tratamento de animais. E já montou inclusive uma farmácia com tinturas homeopáticas
Depressão Os florais de Bach são usados no tratamento comportamental e emocional dos bichos. O veterinário alerta que animais presos em zoológicos vivem estressados. Há casos frequentes também de depressão.
O veterinário também usa a geoterapia. A argila e o barro são os principais elementos para este tratamento. O método foi usado no tratamento de uma macaquinha (bugio) que chegou ao Zôo com a coluna vertebral já necrosada - uma lesão do tamanho de uma laranja, com uma bicheira. A recuperação da macaquinha veio com o uso da argila, que também trata os casos de gangrena.
Bernardo Alkmin alerta, porém, que a alopatia ainda é a base de qualquer tratamento, porque os resultados são mais rápidos. ‘‘Nem sempre os animais podem se submeter a tratamentos longos, e as terapias alternativas são mais demoradas’’, explica.

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