A Terra deve muito ao Sol
Eduardo Castor Borgonovi
Agência Estado
A existência de vida na Terra se deve muito às características fora do comum do nosso Sol. Portanto, a busca de vida extraterrestre deve focalizar suas atenções em estrelas semelhantes a ele, não em qualquer espécie de sistema solar. Essas conclusões são do professor Guillermo Gonzalez, da Universidade de Washington, Seattle, EUA. Enquanto os astrônomos não focarem suas buscas em estrelas tão excepcionais como o nosso Sol, estarão desperdiçando muito de seu tempo, afirma o professor.
O primeiro ponto de sua advertência aos pesquisadores do Projeto SETI ( Search for Extraterrestrial Inteligence) refere-se ao fato de que o nosso Sol é uma estrela única, enquanto a maioria das estrelas comuns faz parte de sistemas múltiplos.
Outro detalhe é que o nosso Sol faz parte dos 10% de estrelas mais maciças nesta região da galáxia. Tem 50% mais elementos pesados que qualquer outra estrela de sua idade ou tipo e uma variação de brilho muito menor, não chegando a um terço da média das estrelas.
Essas características teriam sido fundamentais, segundo o professor Gonzalez, para permitir o aparecimento de vida na Terra. Ele argumenta que órbitas planetárias estáveis, como é o caso da Terra, existem muito mais em torno de estrelas solitárias, como o nosso Sol. Além disso, elementos pesados são essenciais na formação de planetas semelhantes à Terra e uma estrela com brilho estável é fundamental para o aparecimento e preservação da vida.
A órbita mais circular e menos elíptica do Sol também evita que ele trafegue mais para o interior da Galáxia, onde a presença de estrelas supernovas são uma ameaça comum à formação de vida. Existem menos estrelas favoráveis à formação de vida inteligente do que as pessoas tenham percebido até agora, conclui Gonzalez.





