A revolução dos vestíveis
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quarta-feira, 04 de junho de 2014
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Depois de migrar para os telefones celulares, a computação chegou a outros objetos como óculos e relógios, que estão sendo chamados de "dispositivos vestíveis". O Glass da Google causou grande expectativa em todo o mundo, mas por enquanto, poucas unidades foram disponibilizadas, e apenas nos EUA. Sony e Samsung já lançaram no mercado modelos de relógios inteligentes. LG e Motorola também já anunciaram o lançamento de seus modelos, que devem chegar em breve ao mercado. A Apple também já deu sinais de que vai lançar o seu relógio inteligente em pouco tempo. Segundo especialistas, os vestíveis têm o potencial de mudar a forma como as pessoas usam a tecnologia.
No caso das pulseiras e relógios inteligentes, as possibilidades do monitoramento da saúde são as mais destacadas. Os dispositivos da Samsung, Galaxy Gear 1 e 2 e Gear Fit, já vêm com o aplicativo S Health, que permitem controlar os batimentos cardíacos, a quantidade de passos dados durante as corridas, entre outros. Esta semana, a Apple anunciou um app que reúne informações de saúde e atividade física do iPhone. Como há rumores que a empresa deverá lançar seu relógio inteligente em breve, pressupõe-se que outras informações, como batimento cardíaco e pressão sanguínea, também poderão ser coletados pelos sensores do novo "watch".
O vestível lançado este ano pela Razer - empresa conhecida por fabricar hardware para games -, a pulseira Nabu, é capaz de coletar dados a respeito do usuário no seu dia a dia. Segundo Vitor Martins, diretor da Razer para a América Latina, a pulseira fica "entre as fitness smartbands (pulseiras inteligentes para fitness) e os smartwatches".
"O Nabu permite estar conectado e também gerar e gravar tudo o que você fez no dia, como quantos passos deu ou quantas horas dormiu". Estas informações ficam disponíveis para desenvolvedores que desejam criar novas experiências para os usuários o gadget utiliza plataforma aberta. O vestível deverá ser enviado para desenvolvedores após a Electronic Entertainment Expo, entre os dias 10 e 14 de junho, em Los Angeles (EUA).
Na opinião do professor do curso de Engenharia da Computação da Unopar, Luciano Soler, a tendência é que, enquanto os smartwatches sejam amplamente utilizados para o monitoramento da saúde, os smart glasses sejam altamente explorados através dos recursos de realidade aumentada. "(Com o recurso de realidade aumentada) Poderão ser projetadas imagens que não existem como se elas existissem e interagir com elas."
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