A onda dos tablets
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Mie Francine Chiba <br>Reportagem Local 
Com a tão esperada chegada do iPad, tablet ''mágico'' da Apple ao Brasil no início deste mês, e do Galaxy Tab, tablet da Samsung no começo de novembro, já começamos a sentir aqui a invasão desses gadgets na computação pessoal. Nem a Apple, nem a Samsung divulgam o número de vendas aqui no Brasil, mas o iPad, que ficou mais conhecido por ter sido o primeiro a lançar no mundo, vendeu até o fim do ano fiscal de 2010 (em outubro) 7,46 milhões de unidades em todo o mundo.
De acordo com estimativas do Gartner, empresa mundial de pesquisas e aconselhamento na área de tecnologia da informação, as vendas desse tipo de gadget em 2010 devem atingir a casa dos 19,5 milhões. Em 2011, esse número deve saltar para 54,8 milhões, representando um crescimento de 181% em relação ao ano anterior. Pensando ainda mais à frente, três anos depois, 208 milhões de tablets serão comercializados, conforme a pesquisa da Gartner.
Tablets são, na visão do Gartner, dispositivos touchscreen com sistemas operacionais leves como o iOS ou o Android.
A vice-presidente de pesquisa da Gartner, Carolina Milanesi, diz, de acordo com a assessoria de imprensa, que a natureza de ''tudo em um'' dos tablets devem resultar na canibalização de outros dispositivos eletrônicos como os e-readers, dispositivos de games e tocadores de música. Ela acrescenta que os mininotebooks, também conhecidos como netbooks, estarão nesse meio à medida que o preço médio de vendas dos tablets caírem US$ 300 nos próximos dois anos.
Ainda na sua opinião, o maior impacto será dos tablets de sete polegadas sobre os smartphones de alto desempenho, uma vez que ficará difícil de justificar a compra de ambos quando a diferença de uso entre eles é muito pequena. Quem comprar um tablet de sete polegadas deverá optar por um smartphone mais barato.
No Brasil, o iPad está sendo vendido pela Apple Online Store e por revendas autorizadas selecionadas como a Americanas.com, o Fnac, Submarino, Saraiva e Ponto Frio. As lojas da Ponto Frio daqui, porém, não estão na lista. O iPad está com preço sugerido de R$ 1.649 para o de 16G, R$ 1.899 o de 32G e R$ 2.199 o de 64G nos modelos Wi-Fi. Os modelos Wi-Fi + 3G custam em média R$ 2.049 o de 16G, R$ 2.299 o de 32G e R$ 2.599 o de 64G.
Aqui em Londrina, as lojas da Claro e da Vivo já receberam as primeiras unidades do Galaxy Tab, garantem as operadoras. Caso o cliente não encontre o aparelho disponível, ele deve deixar o nome na lista de espera que será contatado com prioridade quando houver novo estoque, orienta a Claro pela assessoria de imprensa. O aparelho chegou às lojas da operadora a R$ 2.399 ou a R$ 1.099 com plano de banda larga de 10G. Na Vivo, o aparelho é desbloqueado, e pode variar de R$ 599 a R$ 2.299 dependendo do plano contratado.
A compra do Galaxy Tab ainda está um pouco tímida, dado o preço do novo gadget. Segundo a gerente da loja da Vivo da Higienópolis, Gabriela Duarte, cerca de quinze unidades já foram vendidas, e até ontem, os três tablets restantes já estavam reservados. As próximas unidades devem chegar semana que vem. Curiosos, no entanto, não faltam. ''O pessoal que trabalha e que precisa de mobilidade está mais interessado em saber como funciona o tablet. O interesse está muito grande'', declara Gabriela.


