O Conttein 97 - Congresso de Tecnologia, Telecomunicações e Informática -, evento silmutaneo à 6ª Infotech, levou aos participantes, na última sexta-feira, um pouco do conhecimento cubano em tendências multimídia. O professor Goar J. Díaz Acosta, chefe do grupo de ensino assistido por computador no Departamento de Física da faculdade de Cuba, falou sobre ‘‘A Multimídia e o Desenvolvimento da Inteligência’’. A palestra interessou principalmente a professores de informática ao transmitir caminhos mais fáceis para assegurar a atenção e a aprendizagem frente ao computador.
Na introdução, Acosta apresentou uma definição de multimídia. ‘‘São os sistemas que intercambiam informações utilizando recursos integrados de textos, imagens e sons, não sendo necessário a presença de todos de uma vez’’. A partir disto, o professor passou a informar sobre os sistemas que podem ser utilizados na elaboração de um programa multimídia. De acordo com ele, os sistemas são divididos em gerais e de autor.
Os sistemas gerais como o Visual C são mais difíceis de serem utilizados e exigem do usuário um bom domínio de informática. Já os sistemas de autor - exemplificou com o ToolBooK Instrutor, Macromedia Diretor e Autoware - necessitam de pouca programação, e assim menos conhecimento de quem utiliza. ‘‘A revolução da infomática nos últimos anos deixou estes sistemas um pouco obsoletos’’. Mas Acosta ressalva que a nova versão do ToolBook, lançada no ano passado, acompanhou o desenvolvimento dos softwares. ‘‘Com ele, pode-se fazer um sistema de multimídia sem uma linha de programação’’.
Segundo Acosta, a única deficiência do ToolBook, que tem como paradigma (modelo) o livro, é a linha de animação. ‘‘É o contrário do Macromedia, que tem uma excelente animação, muito utilizadas para a TV’’. A linguagem do Macromedia é ligada ao cinema, dos ícones às funções de diretor, câmera, etc.
A parte conclusiva da palestra foi dirigida às recomendações pedagógicas que ajudam no desenvolvimento da inteligência. Para o professor, o primeiro aspecto que deve ser levado em conta para na fase de aprendizagem é a decomposição da matéria em pequenas informações. Sua sugestão é não ocupar mais do que a terceira parte da tela. O segundo conselho diz que todo quadro deve exigir mais do usuário do que a simples passividade diante do monitor. ‘‘Ele tem que tem a opção de clicar, buscar informação em hipertexto, ouvir algo’’.
Para fixar o domínio da informação, a dica de Acosta é questionar. Cada resposta, certa ou errada, deve ser compensada com um estímulo. Para o professor, o programa deve dar oportunidade para que o aluno siga em frente mesmo com dificuldades. Paralelemante a isso, deve permitir que os alunos que se destacam sigam a velocidade de sua compreenção.‘‘O professor faz um programa para a média. Mas isso não quer dizer que um aluno não pode avançar à frente dos outros’’. Além destes aspectos, ressaltou, o indivíduo que ensina informática deve estar atento quanto à possibilidade de estresse dos alunos.
De acordo com Acosta o desenvolvimento tecnológico de forma geral ajuda no desenvolvimento da tecnologia. ‘‘O telefone, por exemplo, não influi sobre o cérebro mas as pessoas do século passado tinham uma menor capacidade de comunicação. O computador é uma ferramenta tecnológica. As pessoas do ano 2.000 terão uma forma diferente de ver o mundo’’, concluiu.

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