A imagem do som na Web
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de janeiro de 2001
Gabriela Temer Agência OGlobo 
O site A imagem do som (www.aimagemdo som.com.br), versão digital das exposições de mesmo nome que passaram pelo Paço Imperial, no Rio de Janeiro, trouxe para a telinha do monitor o trabalho de 240 artistas que interpretaram graficamente as músicas de Chico, Caetano e Gil. A mostra com os trabalhos feitos sobre a obra Gil ainda pode ser vista ao vivo e em cores no museu, no Centro do Rio, até o dia 25 de março. A de Chico e Caetano, só no site; as edições foram expostas em 99 e 98, respectivamente. Além dos desenhos e das letras, o site dá mais uma canja: é possível ouvir trechos das músicas dos três artistas.
Entre os trabalhos baseados na obra de Gil em exposição no Paço, e tambén na Web, estão os de artistas gráficos como André Vallias, Marciso Pena Carvalho, Billy Nú-Dus e Patrícia Chueke. Segundo Felipe Taborda, curador das três mostras, o projeto tem como objetivo traçar um panorama sobre a arte brasileira. É um trabalho completo, que alia a arte musical à gráfica, diz.
Psicodelismo, formas e cores vibrantes dançando à volta de um personagem sombrio marcam o trabalho de Patrícia Chueke, sorteada com Back in Bahia, primeira composição feita por Gil depois do exílio. Ela fotografou um modelo vivo vestindo uma capa e capturou a imagem para o computador. Usando o Photoshop 5.5, num Mac G3, ela trabalhou o fundo do desenho.
A música fala de alegria e tristeza. Por isso criei um homem envolto em uma capa no meio de elementos psicodélicos e coloridos.
Na interpretação de Billy Nú-Dus, foi o grafismo da própria letra de Batmakumba que deu origem ao desenho. Na letra da canção, a disposição das palavras cria uma forma semelhante à de um estandarte; no trabalho de Nú-Dus, um mosaico forma a bandeira de Cuba.
Um amigo meu, o Batman, acabara de voltar de Havana e eu resolvi criar o Batman em Cuba, aproveitando o que ele tinha filmado na ilha em vídeo digital e Super 8.
Num G3, as imagens dos filmes foram capturadas frame a frame no Final Cut Pro, depois exportadas para o Quick Time em image sequency. A montagem foi feita com o Quarker Express 4.0, e a finalização com o Photoshop 5.0. Ao todo, Billy utilizou 282 imagens em seu mosaico. É pena que, no site, alguns detalhes da obra não apareçam.


