A Idade da Pedra no mundo virtual
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quarta-feira, 09 de março de 2016
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Originalidade. Quesito que tem sido bem trabalhado pela Ubisoft recentemente. Na semana passada, a publisher lançou no mercado mais um game, digamos, distante do trivial. Far Cry Primal chega com uma proposta curiosa: o jogador assumir a pele de um caçador pré-histórico há 10 mil anos antes de Cristo (A.C), numa terra inóspita, cheia de animais selvagens e tribos inimigas perigosas. Neste novo FPS com o selo da franquia "Far Cry" saem de cena as pistolas e rifles e entram o arco e flecha, tacapes e facas de osso, com muito sangue nos empolgantes confrontos corpo a corpo. Sem dúvida, Far Cry Primal chega para deixar os "games de tiro" mais variados, já que atualmente eles prezam muito pelas guerras futurísticas e tecnológicas.
A reportagem da FOLHA jogou o game e, de forma geral, gostou da proposta. Em Primal, você assume o controle de Takkar, um guerreiro da tribo dos Wenja, que está dispersa pelo mundo primitivo hostil e tenta se juntar novamente para viver na terra de Oros. O problema é que duas tribos inimigas os canibais Udam e os Izila estão no controle da área. A solução não poderia ser diferente: descer o porrete, como um bom homem das cavernas faria.
Para quem está acostumado com a franquia, não há muitas novidades conceituais. As missões se limitam a invadir territórios inimigos, caçar animais e evoluir como jogador por meio de confecção de armas para confrontos, aumento de habilidades, se alimentar e cuidar dos Wenjas. Um dos pontos positivos é o mapa do game. Com em Far Cry 4, o jogo é imenso, com diversas missões paralelas e atividades secundárias, o que deve garantir aos jogadores mais entusiasmados dezenas de horas de gameplay.
Outro diferencial de Primal é que Takkar tem habilidade de controlar alguns animais, o que ajuda bastante durante as missões. Chamado de Mestre das Bestas, título dado ao personagem logo no início do game após um ritual com sangue com um feiticeiro dentro da caverna, o jogador consegue controlar uma coruja que espiona outras tribos, dá ordens a ursos selvagens, tigres e monta em mamutes passando por cima dos inimigos.
SUPERFICIAL
Em relação aos gráficos, o jogo atende com excelência os consoles de nova geração. Já para quem espera uma história envolvente, Far Cry Primal não é o game ideal. A relação entre os personagens é superficial, com um enredo que não cativa tanto como os jogos antecessores, com seus vilões que marcaram a história dos games e elevaram a franquia a outro patamar. Quem não se lembra do pirata Vaas Montenegro de Far Cry 3 e o excêntrico Pagan Min em Far Cry 4?
De qualquer forma, Primal sem dúvida é o jogo que vai agradar a jogadores de FPS que buscam algo que fuja do trivial e, claro, os fãs da franquia. O jogo está disponível para PC, Xbox One e Playstation 4. De 0 a 10? 8 está de bom tamanho. Vale conferir.


