Intrigada com relatos de spam na caixa de entrada de mensagens dos telefones móveis, a dentista home care e consultora de tecnologia móvel Bia Kunze descobriu, de uma forma diferente, de onde chegam os SMS indesejados: usou o número de um chip que testava para preencher cadastro de sorteio promovido por um shopping. A partir daí, começou a receber mensagens promocionais de lojas do centro de compras. ''Mas também acredito que empresas criam um banco de dados e vendem as informações. Isso é muito comum com e-mail'', comentou. ''Até entidades de classe fazem isso. É difícil provar de onde veio.''
Caso o usuário de telefonia móvel tenha um chip sobrando, como Bia tinha, a consultora recomenda passar este número ao efetuar cadastros em estabelecimentos comerciais. E também manter guardado o contrato de prestação de serviços de telefonia móvel. ''Assim, o consumidor terá em mãos um documento que vale legalmente.''
O problema é quando o SMS vem de terceiros, como no caso dos golpes feitos por criminosos. Quanto a estes, o gerente de Suporte Técnico da McAfee, José Matias, alerta aos usuários para não fazer o que as mensagens pedem e não retornar a ligação antes de verificar no site oficial da empresa dita promotora do sorteio se o número confere e se o que está descrito no SMS é verdadeiro. (M.F.C.)

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