A era do olhômetro já acabou
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quarta-feira, 05 de março de 1997
Especial para Folha Informática 
Muitos produtores estão trocando os livros de contabilidade e os blocos de anotações pelo computador. Quem fez a opção garante que vale a pena e que os custos com equipamentos e softwares são pagos com a mesma rapidez com que se acessa os programas.
Na opinião do produtor e pesquisador da área de pastagens do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Sérgio Alves, para ser competitivo no mercado de hoje é preciso não errar na hora de decidir. Para isto é necessário controlar melhor as atividades desenvolvidas na propriedade e nesta hora o computador é um aliado, considera.
Por isso, ele acredita que o produtor precisa cada vez mais participar de todas as fases das atividades agrícolas desenvolvidas na sua propriedade. Na sua opinião através do computador o produtor pode ter um controle mais detalhado de seus negócios.
Sérgio é navegador da Internet no dia-a-dia de seu trabalho como pesquisador no Iapar. Em casa tem um Pentium 100 megahertz com oito megas de memória RAM. Para ele uma das vantagens do programa da Agropec é a facilidade de trabalhar com informações simultâneas de várias áreas da propriedade.
O pecuarista Roberto Palezzo Almeida Barros é um usuário assíduo do BBS da Agropec para obter informações sobre cotações de preços e o comportamento das bolsas de valores. Hoje ele controla o desenvolvimento de cada um de seus animais que estão no pasto pelas informações que estão no computador. É analisando estes dados que sei qual é o peso de cada animal, quais estão abaixo da média e que devem ser vendidos, conta.
Acabou a era do olhômetro, agora é preciso dados concretos, sentencia Barros. Para ele quem não se informatizar vai ficar à margem do mercado.
Marcelo Fontes concorda com o pecuarista. Na sua opinião muitos produtores ainda tem medo de trabalhar com o computador. Acham que é muito complexo e muito caro, comenta Fontes. Foi ele quem introduziu, há dez anos, o computador na propriedade da família. Além do computador em casa, sempre carrega consigo o seu notebook , um Pentium com 133 megahertz. Em vez de juntar aquela papelada ou guardar informações na cabeça eu tenho todos os dados da fazenda no computador, comenta.
Para saber as últimas informações sobre o mercado ele também acessa BBS da Agropec e navega pela Internet. Marcelo garante que a informática ampliou a concepção de administrar e facilitou muito a vida de quem mora no campo. (K.D.)


