A ciência invade os genes
A ciência do século 21, a genética, não desgruda seus olhos dos genes, esses nacos de DNA que são responsáveis por toda informação genética e estão contidos, no corpo humano, em pacotes de 23 pares de cromossomos em cada uma das células. Através da análise dos genes sabe-se hoje que inúmeras doenças têm um forte componente genético que pode desencadeá-la ao longo da vida. Aliada à medicina, a genética tornou-se quase que uma bola de cristal na prevenção e tratamento de muitas doenças.
O grande desafio hoje, dessas duas ciências, é o desenvolvimento pleno da terapia genética, que pretende substituir paulatinamente os genes prejudicados por genes saudáveis, que irão produzir as proteínas necessárias para liquidar a doença.
Muitas vezes as trocas entre os aminoácidos (A,T,G e C) causam distúrbios ou doenças provocados pela sequência errada, que vai originar uma proteína doente. A idéia é localizar, através da leitura dos genes, onde está o erro e corrigi-lo. Um estudo de DNA pode mostrar onde os genes estão nos cromossomos e se carregam algum tipo de mutação, que será a responsável, em seus portadores, por algumas doenças.
Essa terapia utiliza duas técnicas distintas. A primeira retira o DNA de um vírus e coloca no mesmo lugar deste DNA um gene saudável. Esse vírus modificado é injetado na célula doente e leva até o seu núcleo o material manipulado, que vai substituir os genes defeituosos. A outra ténica consiste em retirar dos pacientes as células com genes defeituosos e substituí-las por células com material genético saudável que irão produzir as proteínas saudáveis para combater a doença.
Embora a grosso modo a terapia genética seja simples, a técnica ainda é extremamente cara e dificulta sua aplicação em larga escala. Mas a utilização do DNA na prevenção e na fabricação de remédios é um fato cada vez mais corriqueiro. A indústria farmacêutica comemora, por exemplo, uma acniva a base de DNA que promete acabar com o fastasma da osteoporose.(I.L)





