A faixa de frequência a ser utilizada pela 5G deverá ser alta a fim de absorver a maior demanda de rede móvel. Quanto maior a frequência, maior a largura de banda e, portanto, maior a capacidade. Por isso, segundo Agostinho Souza Filho, da Anatel, para a 5G, estuda-se a possibilidade de uso de faixas de frequência acima dos 6 GHz, sendo que a preferida é a de 31 GHz.
No entanto, para garantir que os usuários tenham acesso à 5G, será necessário o uso de células menores (small cells) instaladas em intervalos de distância menores, devido à menor cobertura característica das faixas de frequência mais altas. Estas células poderão ser instaladas até mesmo em locais fechados e com maior aglomeração de pessoas, como shopping centers.
Entretanto, o diretor de Marketing da Ericsson para a América Latina, Jesper Rhode, afirma que a 5G será, na verdade, "uma família de tecnologias" formada por aquelas que conhecemos hoje – como a 3G, 4G, Wi-Fi e Bluetooth – e outras que virão. Cada uma delas será empregada de acordo com suas características e com o que a situação pede. "Cada uma destas tecnologias tem requerimentos diferentes. Um carro conectado, por exemplo, precisa de tecnologia sem fio que não tem muita latência", exemplifica.
O que vai determinar qual tecnologia será empregada é uma inteligência artificial, que utiliza a massa de dados disponível no dia a dia para tomar decisões, afirma Rodrigo Cavalcanti, coordenador do Grupo de Pesquisa em Telecomunicações Sem Fio (Gtel) da Universidade Federal do Ceará (UFC). "É a chamada rede heterogênea, que usa faixas de frequência com várias características diferentes, todas agregadas em um grande guarda-chuva chamado 5G." (M.F.C.)

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