Na visão do diretor de Engenharia e Operações da Sercomtel, Flávio Borsato, por enquanto, o SMS ainda é um serviço obrigatório, mas no futuro, poderá deixar de existir assim como aconteceu com outros serviços. "Chega uma hora que o serviço tem uma estrutura técnica implementada que só dá custos, consome energia." As operadoras não podem ignorar nem barrar o avanço dos aplicativos de mensagem, diz o diretor. "Tem coisas que não tem como barrar. O mundo IP é um mundo aberto, escancarado."
Por outro lado, o SMS é a alternativa utilizada pelos usuários de smartphone nos momentos em que não há acesso à internet. "Não cheguei a aposentar o SMS, uso em casos específicos. Quando um amigo está sem Wi-Fi, o SMS é mais seguro", diz André Costa Branco, estudante de Jornalismo. O professor do curso de especialização em Desenvolvimento de Aplicativos Móveis da Unopar, Adriano Sepe, acrescenta que, por ser um serviço padrão, o SMS tem a garantia de que será recebido pelo destinatário. "Como é padrão, o usuário pode enviar a mensagem para qualquer pessoa independentemente do dispositivo que ele tenha."
No serviço de Short Message também permanecem as empresas, que usam este meio de comunicação para emitirem alertas ou informar seus clientes sobre promoções, por exemplo. "O SMS tem seu papel principalmente como serviço de notificação de bancos sobre cartão de crédito, reserva de passagens", ressalta Eduardo Tude, presidente da consultoria de telecomunicações Teleco.
Para o diretor da Claro para Paraná e Santa Catarina, Versione Souza, o grande número de pessoas que ainda possuem o telefone celular convencional – chamado de feature phones – é o motivo pelo qual o SMS deverá continuar a ser utilizado por um bom tempo. "Isso demonstra a importância do SMS e da voz para a população que ainda não consegue ter acesso aos smartphones e aplicativos."(M.F.C.)

mockup